A sedução da duquesa

Sinopse:

4º volume, Série Irmãos Trewlove

Aiden Trewlove está acostumado a apresentar o pecado e o vício às damas mais ousadas da sociedade londrina em seu clube exclusivo para mulheres, mas sempre se mantém a uma distância segura, sem quebrar sua regra de se envolver com a clientela ― ou pior, com a nobreza. No entanto, quando uma beldade mascarada aparece em seu clube certa noite, ele não consegue resistir à tentação de se aproximar. E fica ainda mais atraído quando ela lhe faz uma oferta pecaminosa, capaz de fazê-lo esquecer todas as suas regras. Selena Sheffield, duquesa de Lushing, acaba de ser tornar viúva. Em seus seis anos de casada, nunca conheceu paixão ou soube o que era amar. E, apesar das aparências, não está no Clube Elysium para isso. Ela tem um objetivo claro, e o futuro de sua família depende de seu sucesso. Mas, à medida que começa a percorrer uma jornada de descobertas e prazeres inomináveis com Aiden, fica cada vez mais difícil para Selena lembrar de seus deveres.


O que eu achei:

O pior da série pra mim! E eu que achava que o volume anterior, a história de Finn e Lavínia, seria o de que menos gostaria, mas esse aqui toma a dianteira. Foi muito, muito difícil gostar dessa protagonista. A Selena (que venhamos e convenhamos não era nenhuma pobre coitada que não tinha um teto sobre sua cabeça) acabara de ficar viúva (o cara não tinha nem sido enterrado, e olha que ela supostamente sentia carinho por ele!!!) e já estava planejando engravidar do Aiden para manter o ducado com um "herdeiro improvisado". Como diria o Chapolin, suspeitei desde o princípio. Caramba, o irmão era um conde e ela sempre seria uma "lady", nada justificava aquela trama suja e ardilosa pra usar um cara, engravidar e manter o status de duquesa para que sua irmãs um dia fizessem "bons" casamentos. A própria Selena chega a afirmar: "Não é o dinheiro. É o prestígio, a influência." E mais, ela chega a tentar comprá-lo com uma propriedade em troca de fazerem um bebê, e depois até a amarrá-lo na cama (pasmem!) para que ele não se afaste na hora do clímax (ela até o machuca nessa ocasião, tem um crise de consciência e ainda assim o abandona preso nas amarras!). Não, que decepcionante... poxa, não tinha cabimento o cinismo e a frivolidade dessa protagonista. Está certo que no finalzinho ela se arrepende e diz publicamente que o neném que espera é do Aiden e eles se casam e blablablá... mas além desses problemas de personalidade, era também uma personagem inconsistente, em dado momento parecia ingênua na sedução e em outros, praticamente era uma Christian Grey. Uma hora fazia parecer que ele era o único candidato possível para ser o pai do bebê porque gostava dele, mas depois: "Se não puder me dar o que preciso, terei que ir a outro lugar." Oi??? Não vou mentir que desejei muito que ela não ficasse grávida e ganhasse exatamente o que queria, mas acaba que o Aiden se apaixona e dorme com ela várias vezes sem proteção, mesmo sofrendo em saber que nunca poderá ser chamado de pai pelo próprio filho ou filha. O Aiden era um cara passional, inteligente, batalhador, super família.... merecia mais.

Sei lá, vai ver que a autora tentou repetir o encanto de A marquesa de Havisham, onde também temos uma mocinha oportunista e pouco ética, que está disposta a enganar um homem bom para proteger o filho bastardo que espera. Mas nem se compara, né? A personagem desse outro livro da autora é pobre, está grávida e foi abandonada pelo amante e bem, as situações são diferentes e seu arrependimento é muito convincente e sincero (embora, mais uma vez, não seja justificativa para seus atos). Só que em A sedução da duquesa não cola mesmo, que motivos mais ridículos! Pois bem, já deu pra perceber que eu não curti a mocinha, né? De modo geral faltou romance com R maiúsculo. Não basta jogar um monte de cenas sensuais e superficiais entre o casal pra se ter uma boa história de amor, faltou sintonia, sentimentalismo, um envolvimento profundo entre eles, e isso acabou fazendo com que eu não gostasse do casal e do enredo. Tudo bem que o final é legalzinho, o terrível Conde Elverton (pai biológico de Finn e Aiden) teve o fim que merecia e eu adorei a condessa, que resultou ser a mãe biológica de Aiden. Essas foram as únicas partes boas do livro, descobrir mais sobre o passado do protagonista e o momento em que Selena vai ao clube sem máscaras, confessa seu amor e desiste de seus planos egoístas. Ainda estou super animada (e esperançosa) com os próximos livros, Fancy e Fera Trewlove prometem boas histórias.

Au revoir.

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