O amor de um duque

Acho que o seu pessoal vê as coisas do modo errado. O amor é o maior ganho que se pode ter.

Sinopse:

2º volume, Série Irmãos Trewlove

Gillie Trewlove sabe o valor da bondade de desconhecidos, já que foi abandonada ainda bebê na porta da mulher que a criou. Quando se depara com um homem sendo agredido em sua própria porta ― ou melhor, no beco próximo da sua taverna ―, ela não hesita em ajudá-lo. Porém, o homem é tão bonito que não pode pertencer a um lugar como Whitechapel, muito menos à cama de Gillie, na qual ele precisa ficar para se recuperar. O duque de Thornley está tendo um péssimo dia. Ser abandonado no altar é humilhante, ser salvo de bandidos por uma mulher ― ainda que uma mulher linda e corajosa ― é mais ainda. Após ajudá-lo a se recuperar, Gillie concorda em acompanhá-lo pelas ruas sombrias de Londres em busca da noiva. No entanto, cada momento juntos os leva ao limite do desejo, e faz o duque repensar sua escolha a respeito do casamento. Gillie sabe que a aristocracia nunca iria aceitar uma duquesa como ela, mas Thorne está disposto a provar que nenhum obstáculo é insuperável diante do amor de um duque.


O que eu achei: 

Ohh, que romance lindo e terno, um banquete pra quem aprecia romance de época de qualidade. Me lembrou Uma duquesa qualquer da Tessa Dare, que também conta a história de um duque e uma taverneira. Aqui, a autora constrói muito bem o romance entre o casal principal e a interação entre os irmãos Trewlove é ótima. A história é linda, nos cativa na maior parte do tempo e nos faz refletir sobre muitas coisas e tem esses protagonistas tão bacanas que fogem do tradicional. E assim, Thorne é o duque mais sensível, fofo e terno que já vi (pra variar dos libertinos de sempre, hehe) e Gillie, a mocinha mais forte, independente e bondosa. Uma combinação muito boa. Sério, gostei muito desse duque, mesmo sendo da nobreza, tinha um estilo tão legal e diferenciado, um ar de humildade que me encantou. E a sereia e o unicórnio puderam ficar juntos... Mas ainda gostei mais do primeiro. Esse é um pouquinho mais dramático e moroso em comparação e senti falta de uma pitada de bom humor, a gente acha que a autora não vai conseguir resolver o problema de diferença de classe social entre eles para que fiquem juntos e tal, mas tudo se desenrola de forma satisfatória. Só achei a mudança da duquesa-mãe um tanto brusca e repentina. Ela foi uma personagem bem venenosa e preconceituosa em 90% da trama, daí no finalzinho aceita a nora de boa e ainda admite que ama o filho... sei lá, podia ter sido melhor trabalhada essa mudança de comportamento (mas é claro que eu adorei a mudança de atitude e aquela cena da reverência no casamento foi linda). Espero que o Robin, o garotinho da taverna, reencontre sua mãe/fada em um dos próximos livros (ou seja adotado por alguém legal), gostei muito desse personagem infantil e fiquei curiosa sobre ele. E espero, de coração, gostar da Lavínia... aff, ela me pareceu ser uma covardona nesse livro, já até imagino que o próximo livro deve vir bem mais carregado de drama, né? Já que a autora nos deu uma ideia de como o caso entre Finn Trewlove e Lavínia (a ex-noiva do duque que o deixou plantado no altar) começou. E assim, como eu amei o Thorne, já fiquei com o pé atrás com essa mocinha, kk.

Beijinhos e au revoir.

Ele vivia em um mundo de refinamento e brilho, não tão estranho quanto ela imaginara. Ainda assim, ela se sentia como uma sereia seguindo um unicórnio na floresta, sabendo o tempo todo que, em algum momento, teria que voltar para o mar. (...) Quando se abraçaram, ela percebeu que tinha se enganado. Ela não era uma sereia e ele não era um unicórnio. Eles eram apenas duas pessoas destinadas ao amor.


Postar um comentário

0 Comentários