★★★
O que acontece em Londres
Cinco coisas que me agradam bastante em Sir. Harry Valentine:(por Olivia Bevelstoke)O sorriso;A inteligência;Os olhos;Ele fala comigo pela janela.
Sinopse:
Trilogia Bevelstoke II - Quando Olivia Bevelstoke ouve o boato de que Harry Valentine, seu novo vizinho, matou a própria noiva, não acredita nisso nem por um segundo. Ainda assim, só por via das dúvidas, decide espioná-lo. Arruma um lugar perto da janela do quarto, se esconde atrás da cortina e passa a observá-lo. Logo descobre um homem muito intrigante, que definitivamente está tramando algo. Sir Harry Valentine trabalha para o gabinete mais sem graça do Departamento de Guerra inglês, traduzindo documentos vitais para a segurança nacional. Apesar de não atuar como espião, passou por todo o treinamento para ser um. Por isso, percebe imediatamente que sua linda vizinha está seguindo seus passos pela janela. Assim que chega à conclusão de que ela é apenas uma debutante bisbilhoteira, Harry descobre que a jovem está sendo cortejada por um príncipe estrangeiro suspeito de conspirar contra a Inglaterra. Agora ele precisa espioná-la oficialmente, e logo fica claro que o maior risco que Olivia representa é fazê-lo se apaixonar...
O que eu achei:
Um romance lindinho e 'ok', é que pra mim a autora se arrasta em partes irrelevantes e o ritmo do livro (do começo ao meio) é bem morno e insosso. Achei a Olivia intrometida e um tanto grosseira com o Harry no começo (sem nenhum motivo que justificasse esse comportamento). Pelo menos o livro funciona melhor na outra metade e termina de um jeito lindinho e adorável. Mas sempre fico impaciente quando tenho que ler pelo menos a metade de um romance pra começar a gostar da história. E a forma como de repente os mocinhos sentem algo mágico e se descobrem apaixonados não foi muito digna de nota. Pegando emprestada a fala da Olivia enquanto lia um romance bobo na história: "não sei quem é pior: a autora, por escrever essa asneira, ou nós dois, por lê-la". Também não entendi o blablablá em torno do suposto assassinato da suposta noiva do Harry. A gente fica sem saber o porquê do boato (na verdade, nem ex-noiva o pobre tinha, rs). Essa premissa que aparece na sinopse é mal explicada e não tem relevância, no fim das contas, e o sequestro da Olivia nos últimos capítulos foi um dramalhão sem necessidade, mais uma vez um final de um livro da Julia Quinn com uma mocinha sendo raptada... nem consigo mais lembrar da quantidade de vezes que ela apelou para esse clímax no fim de suas histórias, acho que temos mocinhas sendo raptadas em Um cavalheiro a bordo, A soma de todos os beijos, Uma noite como esta, A caminho do altar, Como agarrar uma herdeira e em Mais lindo que a lua (eu acho...). Ah, e senti falta de Miranda e Turner, que não apareceram uma única vez. O que acontece em Londres é um livro que, no geral, agrada, é só uma pena que demore pra ficar legalzinho. Gostei da sinopse, mas ia avançando na leitura sem conseguir me prender muito. Os pensamentos e as divagações da mocinha eram maçantes, e confesso que pulei uns trechinhos. Tive vontade de fazer o mesmo que a Olivia fez quando estava lendo aquele romance (muito citado em outros livros da autora) "espere, vou pular para a parte em que fica mais interessante..." Ah, e vocês também não acharam o Harry um pouco sem graça? Em contrapartida, adorei aquele príncipe russo esnobe. Um personagem tão legal, com ares de sedutor e tirano que merecia um livro pra chamar de seu e um grande amor pra dispersar aquela arrogância. Essas capas são muito lindinhas e os encontros pela janela me lembraram Tichi y Manuel de Pituca sin lucas (uma novela chilena que eu amei).
Era amor. Amor. AMOR. Ela experimentou dizer a palavra em sua mente, com entonações diferentes. Todas soavam esplêndidas.

Postar um comentário
0 Comentários