Férias nos Hamptons

O amor pode ser assustador. Colocamos nosso coração nas mãos de outra pessoa. Isso demanda confiança. A outra opção, porém, é atravessar a vida sem amor, o que não é lá grande coisa. 

Sinopse:

5º volume da Série Para Nova York, com amor

Existem amores que merecem uma segunda chance. Felicity "Fliss" Knight tem uma empresa de sucesso em Nova York com sua irmã gêmea Harriet e ama tudo sobre a cidade… até que seu ex-marido começa a trabalhar na esquina de sua casa. Faz dez anos que Fliss não vê Seth Carlyle, mas um vislumbre dele — ainda bonito demais, ainda bom demais para ela — é o suficiente para fazer seu coração doer. Então, quando sua avó precisa de ajuda nos Hamptons, Fliss se agarra à oportunidade de escapar do passado. O relacionamento deles pode ter sido breve, mas Seth conhece Fliss — se ela está fugindo para a casa da avó, é porque ainda sente algo. Ele a deixou escapar uma vez, mas isso não vai acontecer de novo. E não existe lugar melhor para obter respostas. Agora, Fliss e Seth estão nos Hamptons, que por muito tempo foi sinônimo de liberdade e alegria. Mas será o suficiente para que os dois confrontem sentimentos antigos, palavras não ditas e a oportunidade de um futuro… juntos? O novo livro da famosa série de Sarah Morgan traz uma mudança de cenário, mas continua tão apaixonante quanto suas outras histórias: Amor em Manhattan, Pôr do sol no Central Park, Milagre na 5ª Avenida e Simplesmente Nova York.


O que eu achei:

Ô romance complicadinho... Depois de um comecinho ligeiramente entediante, a história vai se delineando de forma divertida e gostosa de acompanhar, tem momentos fofos, cativantes, personagens secundários bacanas e momentos emocionantes também (adorei a cena do parto da Matilda). Mas sabem aquele enredo amarrado por um mal-entendido exagerado e que leva praticamente todo o livro pra ser resolvido? Pois bem, Fliss e Seth tiveram um passado turbulento e clichê, dez anos atrás se envolveram, eram jovens e imaturos, aí fizeram amor sem proteção e ela ficou grávida. O pai dela era contra o namoro (sem nenhum motivo pra isso, mal explicado), eles se casaram às pressas em Las Vegas mas pouco tempo depois ela teve um aborto espontâneo e acabou o abandonando sem maiores explicações porque pensava que ele só estava com ela por causa do bebê (mesmo ele tendo dito e demonstrado que a amava – esperem um pouco, preciso revirar os olhos aqui). Aí ele chega a ligar várias vezes pra ela, mas o pai dela apaga o histórico de chamadas, como de praxe, e foi isso. Sem nem conversarem, se separam mesmo se amando. E só 10 anos depois ele resolve ir atrás dela pra esclarecer as coisas!?!? Pra mim isso não fez o menor sentido. Como é que duas pessoas que se amam não puderam sentar e conversar em nenhum momento durante todo esse tempo? Eles se divorciaram sem nem trocar uma palavra? Muito enrolado isso. Faltou certo dinamismo, menos mimimi na mocinha (!!!), uma explicação mais plausível para a longa separação, objetividade na história e até mais química no casal. De modo geral, Fliss e Seth são fofos, inclusive gostei mais deles que do casal do livro anterior, Daniel e Molly, mas sei lá, faltou algo mais.

Agora preciso fazer uma observação sobre a Fliss. Eu também sou uma fujona. E quem não é? A maioria de nós não gosta de encarar os problemas. Mas ela era muito, muito fechada e complicada. Eu entendi que ela tinha seus traumas com o pai, mas achei que ela fez um tremendo de um jogo duro com o Seth (que tinha a paciência de um santo, verdade seja dita), sempre enterrando os problemas e sem querer lidar com assuntos difíceis. A Fliss era muito fechada e dramática para o meu gosto, e tive dificuldades em me deixar conquistar pela personagem. Já o protagonista era muito terno e cativante, e sinceramente me senti exausta por ele em dado momento, por tanto lutar por uma mulher que só enxergava dificuldades em tudo e que tinha medo de amar e de se arriscar. O final foi lindinho, mas insosso, não sei explicar, é que demorou tanto para a protagonista se abrir e se decidir (o que só acontece nas últimas páginas) que ficou meio broxante o desfecho. Terminei a leitura no modo automático. Pois bem, Férias nos Hamptons não é o melhor e nem o pior da série (o que menos curti foi Simplesmente Nova York, o volume anterior)... Saudades de Paige, Frankie e Eva, os três primeiros volumes foram maravilhosos. O próximo volume (que será o último) será protagonizado pela irmã gêmea da Fliss, a tímida, romântica e amante dos animais, Harriet. Já gosto dessa personagem desde o livro anterior, então vou aguardar na ansiedade. Sinto que teremos uma romance muito lindinho, adoro protagonistas meigas.

Viva enquanto é jovem. Antes que seu quadril comece a estalar.

Postar um comentário

0 Comentários