A chama dentro de nós

Você ainda é o fogo que me mantém aquecido quando a vida se torna fria. Você ainda é a voz que afasta a escuridão. É por você que meu coração bate. Você ainda é o ar que eu respiro. Você ainda é o meu maior vício.


Sinopse:

Livro 2 – Série Elementos

Uma bela amizade. Uma improvável história de amor. Uma tragédia que pode pôr tudo a perder. Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles?


O que eu achei:

Ok, agora fui surpreendida (positivamente). Sério, eu não dava nada por essa sequência tensa —  sim, porque a carga dramática aqui é bem elevada — e já deu pra sacar que a autora adora histórias beeeem sofridas, né? Já adianto que em A chama dentro de nós temas como o vício em drogas e a violência doméstica estão em pauta. Mesmo achando linda a amizade entre Alyssa e Logan desde o comecinho, desde o momento em que ela lhe  comprou comida, demorei um pouquinho pra simpatizar com ele (achava que ele a fazia sofrer demais numas partes e que era muito instável emocionalmente, mas depois entendi que era efeito das drogas). Era de cortar o coração o sofrimento deles, e essa pode ter sido apenas a minha impressão, mas ela sempre cedia mais, relevava mais, perdoava mais, mas acho que isso só fazia da Aly o lado mais forte na relação, afinal. O par perfeito do Lo. A mocinha era tão gentil e bondosa que dava vontade de abraçar... que bom que alguém como ele (que cresceu num lar sem amor e completamente 'quebrado') teve a chance de ser amado (e de amar) com tamanha intensidade. Digo isso porque o herói é mesmo bem problemático, mas passamos a amá-lo mesmo assim. Senti falta de leveza e bom-humor, mas isso não me impediu de ficar envolvida pelo drama dos personagens, no fim, achei linda a superação deles... um romance que me deixou ensinamentos e me fez refletir. Acabei me apaixonando pelo casal e pelos irmãos deles (Erika e Kellan, minha nossa, como suspirei de alívio quando tudo deu certo pra eles!). Me vi sofrendo junto com os personagens, sorrindo, amando, me angustiando por seus destinos fictícios e derramando lágrimas em cima do livro, as páginas 125, 332 e 333 que o digam, foram as que mais sofreram. Fui conquistada (finalmente!) por um livro da autora, agora estou bem mais animadinha pelo próximo volume da série. Eu sei que o primeiro livro é o mais badalado e que muitas leitoras amam, mas pra mim, esse é muito melhor que O ar que ele respira. E bem, é clichê? Sim! E nós amamos? Sim! Acho que nunca vou enjoar dos clichês bacanas, dos finais felizes óbvios e que fazem bem para o coração. E aqui o velho trelelê de amigos que descobrem que se amam é ainda decorado com aquele clichê que quase sempre rende bons romances: o bad boy de alma atormentada e a garota meiguinha que ama incondicionalmente são perfeitas almas gêmeas. Ohhhh. Ah, e uma coisa que estou gostando bastante são essas capas representando os heróis e os elementos da natureza... hoje eu estou pensando em Mudaram as estações do Renato Russo.

No hall de entrada havia uma citação que dizia: 'estamos apenas caminhando juntos para casa'. Eu nunca tinha entendido o significado dessa frase. Até agora. (...) Estamos apenas tentando entender essa coisa chamada vida, sabe? Às vezes ela parece tão solitária, mas, em seguida, você se lembra da sua família. Então sim, nós vamos desmoronar, mas vamos cair juntos. Vamos ficar de pé juntos. E aí, no final de tudo, de todas as lágrimas, de toda a mágoa, vamos dar um passo de cada vez. Vamos respirar fundo e vamos caminhar juntos para casa.

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