A força que nos atrai

Amar Lucy Hope Palmer não era uma escolha. Era o meu destino. (...) Maktub – estava escrito. Estávamos destinados a viver felizes para sempre, com nossos corações flutuando junto às estrelas e nossos pés fixos em terra firme.
...
Então, com todos os clichês possíveis, eles viveram felizes para sempre.

Sinopse:

Livro 4 – Série Elementos

Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Seus livros de terror fizeram dele um escritor famoso, mas seu coração continua assombrado pelos fantasmas de uma infância difícil e de uma relação conturbada com o pai. Casado com Jane, em um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Aturdida, Jane abandona a filha e o marido ainda no hospital, e agora Graham precisa abrir seu coração frio para o desafio de ser pai solteiro. Porém, uma reviravolta do destino coloca Lucy em seu caminho, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Apesar de ainda carregar a dor pela morte da mãe, ela está sempre disposta a ver tudo da forma mais positiva possível, e encontra em sua floricultura uma forma de dar mais cor e alegria ao mundo. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Inicialmente, Graham não sabe lidar com esse tipo de gentileza e generosidade, e a última coisa que ele esperava era que uma florista meio hippie alterasse o rumo de sua vida. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder.


O que eu achei:

Esse livro foi diferente dos outros. Mais leve (no sentindo de não ter um super-mega trauma na vida dos protagonistas). Foca mais num drama familiar complicadinho, pois basicamente é a história de uma mulher que se apaixona pelo cunhado (e ele por ela), mas o mocinho nunca foi apaixonado pela esposa, nem ela por ele, Jane e Graham meio que se casaram por uma conveniência. E assim, tanto Graham quanto Lucy tem suas questões, ele nunca foi amado pelo pai e foi abandonado pela madrasta, ela, sempre teve problemas com Jane/Lyric, a irmã mais velha (que é casada com Graham). A propósito, essa Jane é absurda, além de ter sido amante do sogro (!!), abandona a filha recém-nascida e doente e vai embora cuidar da vida como se nada... E é justamente por isso que a Lu se aproxima de Graham e da bebê, pra ajudá-los. E aos pouquinhos vai trazendo luz e cor para a vida do mocinho. Depois, é claro, Jane volta pra importunar o casal. Mas tudo termina bem. Outra coisa que tornou esse diferente dos demais livros da série, é que, por incrível que pareça, só tem uma cena de sexo entre os mocinhos já próximo ao desfecho (uma cena bonita, apropriada, romântica e intensa, por sinal). Gostei disso, hehe. Aqui a autora não estava focada em colocar sexo pra resolver os problemas do casal (como já fez em várias outras histórias), quando aconteceu, foi natural, sexy e lindo. A força que nos atrai também conta com poucos ou nenhum palavrão (não lembro se teve). Gostei ainda mais disso.

Vejamos, eu gostei do casal Graham e Lucy, sobretudo do meio para o fim da história. Mas no começo, não muito. O primeiro encontro deles rende uma conversa profunda demais pra quem acabou de se conhecer. Na primeira parte da história ele era super grosso com a Lucy (e sem nenhum motivo pra isso). Convenhamos que o argumento do Gram era meio fraco, o fato de seu pai ter sido ruim não era justificativa (pelo menos pra mim) pra ele ser distante e mal-educado com as pessoas. Então passei boa parte achando que eles não iam dar liga, mas não é que a hippie e o cara recluso funcionaram? Assim, nada surreal de maravilindo, mas eram bonitinhos, um casal que vai ficando legal conforme a narrativa avança (e até arrancam risadas e suspiros). Me lembraram um pouquinho Cybil e Preston de Um vizinho perfeito. Ah, também achei o final acelerado, com todos os conflitos se resolvendo no último capítulo. Achei um pouco forçado a Jane simplesmente desistir de importunar o casal. De uma hora para outra ela resolve deixá-los em paz, assina os papéis da adoção e do divórcio e vai embora. Um final muito facilitado pela autora, da forma mais simples possível, hehe. Mas tudo bem. Ah, achei muito bonito o mantra da Lucy "ar acima de mim, terra abaixo de mim, fogo dentro de mim, água ao meu redor...". E agora vamos às considerações finais, pra mim os livros ficam assim (do que mais gostei para o que menos gostei): A chama dentro de nós (livro 2), medalha de ouro, A força que nos atrai (livro 4) fica com prata, O ar que ele respira (livro 1) ganha a medalha de bronze, e por fim, O silêncio das águas (livro 3) que fica sem nada, haha.

Quando vai se libertar das correntes que colocou em si mesmo? A vida é curta, e nunca sabemos quantos capítulos ainda restam em nossas histórias. Viva cada dia como se fosse a última página. Viva cada momento como se fosse a última palavra. Seja corajoso, seja corajoso. 

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