O ar que ele respira

A alma dela estava ferida, e a minha, devastada. Mas quando estávamos juntos, doía menos. Quando estávamos juntos, o passado não parecia tão doloroso. Junto dela, nunca me senti, nem por um momento, sozinho.

Sinopse: 

Livro 1 – Série Elementos

Como superar a dor de uma perda irreparável? Todos me alertaram sobre Tristan Cole. "Fique longe dele", diziam. "Ele é cruel." "Ele é frio." "Ele é perigoso." É fácil julgar um homem pelo seu passado. Olhar para Tristan e ver um monstro. Mas eu não podia fazer isso. Eu precisava aceitar a dor que vivia dentro dele porque era a mesma que vivia em mim. Nós dois estávamos vazios. Nós dois procurávamos por algo mais. Nós dois queríamos juntar os cacos do nosso passado. Só assim, talvez, conseguíssemos finalmente nos lembrar de como respirar. Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. A dor da perda ainda a consome, as lágrimas ainda insistem em cair, mas ela encontra em Emma, sua filha de 5 anos, a força que precisa para recomeçar. Ao retornar à pequena Meadows Creek, Elizabeth chega à conclusão de que tudo, com exceção dela própria, continua igual: as fofocas, os velhos amigos, a estranha loja do Sr. Henson... Ou melhor, quase tudo. Seu novo vizinho, Tristan Cole, é o cara mais falado da cidade, porém todos o evitam. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Com o tempo, Elizabeth descobre que, por trás do ser intratável, há um homem que foi devastado pela morte das pessoas que mais amava e tenta se aproximar dele, mas Tristan faz de tudo para impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado, não há espaço para um novo começo. Ou há?


O que eu achei:

Aquele romance meio triste e dramático, mas que no fim, você fica feliz pelos protagonistas terem encontrado um ao outro e tido 'a preciosa segunda chance'. Apesar da história tomar um rumo que não me agradou muito em dado momento, gostei de Liz e Tristan, torci pra que superassem suas dores e ficassem juntos. Ambos tinham perdido os cônjuges, só que ele também tinha perdido o filho, então estava ainda mais no fundo do poço. Daí a gente descobre que a vida deles está super entrelaçada, repleta de coincidências tristes, e embora soassem clichês, acredito que os caminhos das pessoas se cruzam, acredito em destino e em todas essas coisas piegas, hehe. Então isso não foi um problema pra mim. E o que mais gostei no livro, a melhor parte? A relação Pluto/Fifi é claro, tão fofo o carinho e o amor entre a filhinha de Liz e o Tristan. Amava as cenas deles. E do doguinho. E das plumas...

Agora vou falar sobre o que não curti. Bom, acho que a autora tem linguagem e estilo parecidos com a da Leisa Rayven (a autora de Mr. Romance), a história é bacana, mas com vários palavrões e personagens um tanto descarados pra servir de alívio cômico, pelo menos eu acho que era essa a intenção. Se você já leu O ar que ele respira certamente já adivinhou de quem estou falando: da Fayer, a bff da protagonista, é claro. Uma personagem que só falava sacanagem e ficava oscilando entre ser engraçada, inconveniente e sem noção. O problema é que inconveniente e sem noção quase sempre ganhavam. Outro incômodo foi o envolvimento sexual dos protagonistas. Achei prematuro e pouco saudável o modo como resolveram lidar com a enorme saudade que sentiam dos cônjuges mortos: usar um ao outro e fazer sexo imaginando os respectivos parceiros. Ele pensava na mulher, e ela no marido. Af, deveriam ter feito terapia ao invés de sexo, isso sim. Não achei certo (até desrespeitoso com a memória dos que se foram). Acho até que falei disso no post de Louco por você (da Jasinda Wilder), realmente acredito no poder curativo do amor, mas tem situações em que procurar ajuda profissional é importante e altamente recomendável. Acabei pulando a maioria das cenas quentes por isso, pelo fator incômodo. Depois os sentimentos entre eles ficam confusos e... BUM!! Lá vem o "eu te amo". Esperava que a coisa toda rolasse de forma mais gradativa.  Mas acho que era porque o Tristan era um cara muito intenso, que só sabia amar assim... então ok. O bairro onde viviam era um saco, cheio de gente fofoqueira e maldosa (só eu que ficava pensando que eles deviam se mudar?) e o vilão era completamente surtado e do mal, e me dava nos nervos a ingenuidade da Liz diante dele. Então assim, de forma geral, achei o livro legal(zinho), tem coisas boas e ruins, mas não sei se algum dia essa autora entrará na minha lista de queridinhas. Não estou muito animada com as sequências, mas vou (tentar) ler.

Os dias sombrios duram apenas até o sol chegar.

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