– O que o traz por aqui?
– Por acaso me vi seguindo para o oeste...
– E o que a traz por aqui:
– Por acaso me vi seguindo para o leste.
...
Anos de mágoa, dor e cinismo me tornaram duro, mas agora consigo sentir o sol de novo.

Sinopse:

Livro 2, Damas rebeldes

Quando um pretendente diz a lady Belle que, por conta da beleza e da fortuna dela, está disposto a fazer vista grossa para as suas chocantes tendências intelectuais, ela decide se afastar do mercado casamenteiro e passar uma temporada no campo. Belle não imaginava que, durante sua estadia, fosse conhecer lorde John Blackwood, um herói de guerra que a deixaria fascinada como nenhum outro homem da alta sociedade londrina fora capaz. Apesar de já ter vivido coisas terríveis, nada aterroriza mais o coração atormentado de lorde John do que lady Arabella. Ela é inebriante, exasperante e... faz com que ele tenha sede de viver. De repente ele se vê escrevendo poesias ruins e subindo em árvores na calada da noite só para poder dançar com ela quando o relógio bater meia-noite. Apesar de saber que nunca será o homem que ela merece, John não consegue parar de desejá-la. Será que quando a luz do dia substituir a magia da madrugada, os dois conseguirão deixar as diferenças de lado e se entregar ao amor?


O que eu achei:

Brilhante é um romance simpático, com personagens agradáveis e tal... mas não me cativou tanto quanto Esplêndida. Pensei que o casal ia ser insosso, mas não é que foram fofinhos, afinal? É que ainda não superei o fato de Dunford e Belle não serem um casal, rsrs. Ok, eu sei que Dunford será protagonista do próximo livro e terá uma mocinha (aparentemente indomável) pra chamar de sua, mas eu meio que achei que rolava uma faísca entre ele e Belle no livro anterior, cheguei a torcer (antes de conhecer a sinopse do terceiro livro) para que eles fossem o par romântico desse livro, e no entanto, temos o John, haha. Não pensem que não gostei do John, é só que a Belle se encanta tão rapidamente por ele, quando os dois só tinham trocado umas poucas palavras, não esperava que a racional Belle caísse de amores assim, embora nem seja uma história de amor à primeira vista (ainda bem). E como disse anteriormente, não vou dizer que não gostei do casal, achei eles bem lindinhos, funcionaram pra mim. É que tinha algo que parecia não encaixar, como se o jeito super romântico e apaixonado não combinasse muito com a Belle que conhecemos em Esplêndida, parecia outra personagem. No volume anterior, Belle era uma jovenzinha intelectual, perspicaz, racional e objetiva (com características que lembravam a Leonie de Volúpia de veludo numa trama que prometia ser tão bacana quanto a de Como salvar um herói). Aqui, ela era pouco razoável, imatura, teimosa, se metendo em confusões sem propósito, querendo bancar a prima Emma (e Emma é única, vocês sabem). E Belle não era assim, ou pelo menos não deveria ser. Fiquei com a impressão de que ela foi mais interessante como coadjuvante no livro anterior do que como protagonista nesse livro. Infelizmente a autora parece ter se esquecido da essência da personagem e deixou Belle tão comum quanto qualquer outra mocinha de romance de época.

Engraçado que eu estava curtindo bastante a história do começo para o meio, mas acho que a autora se perdeu um pouco da metade em diante, sobretudo nos capítulos finais na trama. Na verdade acho que Brilhante tem um momento 'divisor de águas', aquele capítulo em que as coisas viram um dramalhão chatinho de acompanhar. Belle discute com John, que a essa altura já é seu marido, e mesmo ciente das ameaças de morte ao marido e após ela mesma ter sofrido uma tentativa de sequestro, resolve sair sem propósito algum na rua de noite só pra sofrer um acidente patético e preocupar a família e o marido com sua doença. Minha nossa, achei tudo tão melodramático daí em diante. E olha que o trauma do herói já era um tanto exagerado e não muito convincente pra mim (já falamos sobre isso). Então assim, eu diria que Brilhante não é um livro chato de ler, mas um livro que tem um desfecho chato.

Agora vamos falar do drama pessoal do nosso herói, que estava meio confuso das ideias. John se sentia atormentado por um incidente do passado (que aconteceu enquanto estava na guerra). Um soldado estuprou uma menina, e ela tirou a vida. A mãe da menina tinha pedido para John protegê-la desse  soldado, e o culpou pelo crime que o outro cara cometeu. Aí pronto... ele tomou pra si toda a culpa pelo triste ocorrido, se responsabilizou inteiramente por não ter conseguido evitar o estupro e impôs a si mesmo um tipo de penitência (que consistia basicamente em nunca amar e ser amado, por não se julgar merecedor, nem se casar). Bom, isso não fazia muito sentido pra mim: um homem inteligente se responsabilizar nesse nível pelas ações de outro. Acho apenas que não me convenceu muito como motivo pra todo aquele 'chove e não molha' de não poder se envolver com a Belle num momento e no outro já estar desesperado pra se casar com ela e praticamente arrastá-la ao altar sem nem aceitar esperar os pais da coitada chegarem de viagem. É inconsistente o quanto sua atitude muda rapidamente e de repente o trauma que sustentava seu argumento não é mais um problema tão grande assim. E mais uma observação, embora a autora tenha romantizado o casamento apressado do casal, o evento foi bem deprê para a Belle. A pobrezinha abriu mão do sonho de ter uma festa com a família presente, com bolo, com o pai entregando-a ao noivo... tudo por causa do exagero do John. Ah, e que final estranho foi aquele? O vilão bem caricato da história é o mesmo violentador de anos atrás, que busca vingança contra o John por ele ter lhe dado um tiro no traseiro na época e tê-lo feito desertar do exército. Aí no momento clímax do desfecho, quando o vilão ameaça a vida dos mocinhos, ele simplesmente abaixa a arma quando vê John e Belle se beijando, como se estivesse num transe. E do nada a dama de companhia surge como uma power ranger e os salva, kk. Esse final não dá pra ser levado a sério. Enfim, foi o que tivemos. Como gosto bastante de Dunford, espero que seu livro seja bem legal, ah, e adorei a presença de Emma e Alex (ainda lindos e apaixonantes). Beijinhos.

Leia também: Romances que falam sobre abuso

Pensando no drama do nosso herói, listei aqui alguns romances onde o abuso sexual está em pauta ou mesmo, é o ponto central da trama... nesses romances, um dos protagonistas precisa lidar com seus traumas pra poder seguir em frente, assim como o John, e aprender a confiar e se entregar ao amor. Infelizmente, a violência sexual é um tema muito real e assustador, então a maioria dos romances que abordam esse assunto são mais tensos, dramáticos (e tristes). Se você for muito sensível a esses temas, acho mais aconselhável ler uma comédia romântica bem fofinha, ok? Ah, e fique tranquila, todos os livros indicados aqui têm finais felizes, com as vítimas superando seus traumas e conseguindo ser felizes apesar de tudo.

A redenção (Lisa Kleypas) – Quando os destinos de duas pessoas marcadas pela violência se cruzam, é preciso escolher um caminho a seguir: o amor ou a dor.  Herdeira de um verdadeiro império, Haven é uma mulher obstinada que vive de acordo com os próprios princípios e não tem medo de bater de frente com o pai, Churchill Travis, um dos homens mais ricos e respeitados do Texas. Mas ao cortar relações com ele para se casar com um homem que sua família desaprova, Haven vê sua vida se transformar num verdadeiro inferno… e não tem para quem pedir ajuda. Anos depois, Haven volta para casa, com a alma abatida e o coração fechado, determinada a reconstruir sua vida sozinha. Mas Hardy Cates e seus irresistíveis olhos azuis cruzam seu caminho. Ele é o mais novo magnata da indústria petroleira de Houston, um homem de sangue quente que aprendeu desde muito cedo a não confiar em ninguém e que nunca mediu esforços para chegar ao topo. Em sua jornada alimentada pela ambição desmedida, ele conquista poder e inimigos, incluindo os membros da poderosa família Travis. O que ele não esperava era sentir suas defesas serem abaladas pela herdeira da família. Este livro belíssimo (embora triste em muitas cenas) faz parte da Série Os Travis. Haven, a protagonista da história, sofre horrores nas mãos do agressor: seu próprio marido. Hardy, por sua vez, cresceu num lar marcado pela violência doméstica, acompanhando o sofrimento da mãe. Com muita sensibilidade, a violência doméstica e sexual é um tema muito importante aqui. Quando li A redenção fiquei com o coração disparado nos momentos de suspense e violência. São cenas bem agonizantes... Quando Haven se casa sem a aprovação da família (seu pai não gostava do cara, e com toda a razão), ela passa a lidar com o terror entre quatro paredes. Ela se culpa pelas agressões do marido, é constantemente vítima de tortura psicológica, obrigada a se submeter na cama e vive com vergonha de que descubram. Mas apesar de tudo isso, é lindo e emocionante vê-la se reerguendo pouco a pouco e inclusive conhecendo o amor verdadeiro. O fato do Hardy ter vivenciado a violência dentro do próprio lar, contribuiu bastante para que juntos, encontrassem uma forma de seguir em frente.

O melhor de você, uma história de amor (Mia Sheridan) – Uma mulher destroçada… Crystal aprendeu há muitos anos que o amor só traz sofrimento. O trabalho como stripper na boate Pérola Platinada alimenta nela uma profunda desconfiança com relação aos homens, que, segundo sua experiência, só exploram e depois menosprezam as mulheres. Não sentir nada é muito melhor do que ser magoada de novo. Ela protege o coração ferido por trás de uma fachada impassível. Um homem necessitando de ajuda… A despeito de seu passado terrível e sombrio, existe uma inegável bondade em Gabriel Dalton. E, apesar de saber o preço dessa equação, Crystal se sente atraída por ele. O magnetismo dessa relação está derrubando suas defesas e a esperança a faz questionar tudo ao seu redor. Somente o amor pode reparar um coração partido... Crystal e Gabriel nunca imaginaram que o mundo, que roubara tudo deles, traria-lhes um amor tão arrebatador. No entanto, o destino só os conduzirá até certo ponto, e depois a escolha será deles: endurecer seus corações uma vez mais ou criar coragem para arriscar tudo pelo amor? Ohhh, esse romance é tocante, inspirador, triste em muitos momentos, porém tem uma mensagem poderosa de esperança e um final merecidamente feliz para Gabriel e Ellie/Crystal, e nesse caso ambos foram vítimas de abuso sexual, ok? Os dois têm uma história de vida pra lá de sofrida e lidam de formas muito diferentes com os traumas do passado. Gabriel escolhe viver o amor, Crystal se afastar dele. E bem, é ler pra ser conquistada pelo casal.

50 tons de cinza / 50 tons mais escuro / 50 tons de liberdade (E L James) –  Anastasia, uma estudante de literatura, é enviada para entrevistar o poderoso magnata Christian Grey para o jornal da faculdade. Desse encontro nasce uma complexa relação amorosa entre eles. Ao longo dos livros, o relacionamento deles vai se desenvolvendo e ambos precisarão lidar com a enormidade do que sentem um pelo o outro e também com fantasmas do passado. Coloquei aqui os três livros, porque acho bacana ler todos eles pra entender melhor a história de vida de Christian, que nesse caso, foi vítima de abuso sexual na adolescência, o que interfere consideravelmente em sua vida sexual, como vocês devem imaginar. Ele não suporta ser tocado, por exemplo, e gosta de ser dominador. E mais... há também a trilogia pelos olhos do protagonista: Grey, Mais escuro e Livre, onde dá pra conhecer melhor seus traumas. Bem, eu sou do time das que gostam da trilogia 50 tons (livros). Acho bacana ver o Christian mudar aos pouquinhos, aceitando namorar, passando a dormir com a Ana (com direito a conchinha!), topando fazer o que ele chamava de "sexo baunilha", o modo mais delicado e tradicional. Enfim, acho que em se tratando do tema desse post, essa série pega bem mais leve no assunto, afinal o ponto alto do livro é a história de amor do casal com direito a (mas é claro!) muitas cenas quentes.

Meia-noite, Evelyn! (Babi A. Sette) – Esse romance de época aborda o abuso sexual infantil, e nesse caso, a vítima é o herói da história. Achei o Harry um pouco parecido com o protagonista do livro acima, pois também não gostava de ser tocado e preferia ser o dominador na intimidade, e também sofria com pesadelos por ter sido abusado pelo próprio tio na infância. Na história, Evelyn precisa se casar, do contrário, corre o risco de perder tudo o que mais ama: as terras onde cresceu e a tutela da meia-irmã. Harry Montfort odeia a alta sociedade inglesa, apesar de muito a contragosto ser um duque. Ele está satisfeito com a vida de empresário bem-sucedido em Nova York. Mas, quando o tio entra com um pedido na Câmara dos Lordes para assumir o título que Harry abandonou, ele se vê obrigado a retornar à Inglaterra para enterrar de vez os fantasmas do passado. Mas Harry não contava que a breve estadia na Inglaterra fosse virar um pesadelo, a rainha exige que ele se case e assuma suas responsabilidades como duque. Naturalmente, Evelyn e Harry concordam que um casamento de aparências é a solução para todos os seus problemas. E claro, se apaixonam... Bom, antes de mais nada, estou indicando esse livro aqui por causa do tema dessa listinha, mas esse não é um livro que gosto particularmente. Eu tive muita dificuldade para gostar da Evelyn, achava ela egoísta numas partes e que de certa forma usava o sexo pra manipular o Harry. O fato dos protagonistas não conversarem e resolverem tudo com sexo não colaborou muito. Mas pelo menos ela se torna muito fofa a partir do momento em que finalmente descobre que ele foi vítima de abuso.

Paixão libertadora (Sophie Jackson) – Um dos meus favoritos, com toda a certeza. Amo esse livro, conta a história de Max, um cara que acabou de sair da clínica de reabilitação onde estava internado e que resolve que é hora de trocar Nova York por uma cidade do interior, na tentativa de se reerguer ao lado da família. É lá que ele conhece a deslumbrante Grace. Mas o que Max não sabe é que ela guarda a sete chaves a verdade sobre o próprio passado. Atraídos um pelo outro, mas com medo das consequências que um relacionamento sério pode trazer a suas vidas já complicadas, eles concordam com uma relação casual e sem sentimentos envolvidos, até que as coisas começam a mudar entre os dois e inevitavelmente se apaixonam. O drama é bem comovente, pois ele continua lidando com os fantasmas do passado e com o medo de uma recaída no mundo das drogas, e Grace, bem, ela é uma mulher que também já teve a sua cota de sofrimento na vida e convive com crises de pânico e medo de se aproximar dos homens por já ter sido violentada e agredida inúmeras vezes pelo ex-marido. De certa forma, o passado difícil acaba os aproximando e fazendo com que se tornem amigos, depois amigos coloridos, depois, vocês sabem, amigos que se amam e que não sabem viver um sem o outro, muito lindo. 

À sua espera (Abbi Glines) – Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado. Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon. Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente? Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, a autora mescla as tristezas da vida real com um amor de contos de fadas. A Reese me comoveu desde o primeiro capítulo. É de cortar o coração todo o sofrimento e terror que ela passa. Além de se depreciar e de se sentir inferior e burra por mal conseguir ler (ela nem sabia que era disléxica), fiquei super agoniada nas cenas em que ela era violentada pelo desprezível do padrasto. Enfim, é impossível não amar essa mocinha sobrevivente e guerreira. E o que falar do Mase? Típico macho-alfa, super honrado, cavalheiro, leal, um tantinho possessivo (o que só aumentava seu charme) e muito sexy.

Espero por você (Jennifer L. Armentrout) – Algumas coisas valem a pena esperar. Algumas coisas valem a pena experimentar. Algumas coisas não devem ser mantidas em silêncio. E, por algumas coisas, vale a pena lutar. Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir. Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível. Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre? Nesse livro, que faz parte da série Wait for you, conhecemos a Avery, nossa mocinha de passado doloroso. Ela foi vítima de violência sexual aos 14 anos e seus próprios pais a obrigaram a esconder tudo na época, ela chegou a pensar em tirar a própria vida quando tinha 16, e passou o restante do ensino médio sendo tratada como uma qualquer na escola, porque o cara fez questão de inverter a história e difamá-la, resumindo, ela teve uma adolescência pra lá de traumática). E tem o Cam, é claro, nosso mocinho mais lindo, mais popular e mais TDB da facul, que a ajudará a superar seus traumas com um true love lindo de ver, hehe.

Um olhar de amor (Bella Andre) – Esse livro faz parte de uma série que gosto muito: Os Sullivans. Embora esse livro tenha mais a ver com violência doméstica que violência sexual propriamente dita, achei legal colocar ele aqui.  Já adianto que o protagonista é um cara maravilhoso, cavalheiro, super fofo, apaixonado e sensível, e naturalmente, vai ganhando o coração machucado da mocinha com muito amor (e momentos quentes), rsrs. Chloe Peterson está tendo uma noite ruim. Uma noite realmente ruim. O ferimento grande em seu rosto, deixado pelo ex-marido, comprova isso. E quando seu carro derrapa para fora da pista molhada e acaba numa vala, ela está convencida de que até o cara maravilhoso que a salvou do meio da tempestade deve ser muito bom para ser verdade. Fotógrafo de sucesso, Chase Sullivan viaja frequentemente pelo mundo e está acostumado com as mulheres mais lindas a seus pés. Chase acha que sua vida é ótima do jeito que está — até a noite que encontra Chloe e seu carro destruído numa rodovia de Napa Valley. Ele nunca tinha conhecido alguém tão adorável, por dentro e por fora, mas logo percebe que ela tem problemas maiores do que seu carro batido. Apesar de não se dar conta de que sua vida mudaria para sempre após esse encontro, Chase está decidido a lutar pelo coração de Chloe e a protegê-la. Mas ela deixará? Chloe jurou nunca cometer o erro de confiar em um homem novamente, mas a cada olhar carinhoso e a cada carícia sensual, ela sente suas defesas diminuírem à medida que a atração cresce e esquenta.

Proteja-me (Maya Banks) – Esse é o primeiro livro da série Slow Burn, que apesar de ter um pé na ficção científica trata de assuntos bem sérios e reais, como a violência física, sexual e psicológica. Caleb Devereaux é um homem atraente, herdeiro de uma família rica e poderosa. Quando sua irmã caçula é sequestrada, ele tenta de tudo para encontrá-la, mas todos os esforços são em vão. A última esperança é Ramie St. Claire, uma jovem sensitiva de quem ouve falar, e que teria o poder de se conectar com pessoas localizando-as ao tocar em um objeto delas. Desesperado, Caleb obriga Ramie a usar suas habilidades para localizar a irmã. O que o milionário não imagina é que a habilidade da bela moça tem um alto preço: ela vivencia a dor de quem ajuda, se torna igualmente vítima, custando-lhe sua própria vitalidade... Então esteja avisada, se prepare para um drama um tanto pesado, com descrição de cenas de violência e muitos traumas para as mulheres da história, Tori Devereaux (que é sequestrada, torturada e estuprada) e Ramie (que estabelece ligação psíquica com mulheres vítimas de violência). O romance da história fica por conta de Caleb e Ramie. Ele passa a se senti extremamente protetor pela moça e fará de tudo para protegê-la de um psicopata (muito violento) que a persegue. Confesso que quando li, fiquei muito incomodada com o sofrimento da Ramie, achei a história muito tensa, ok?

Movido pela maré (Nora Roberts) – Esse livro faz parte de outra série que amo, a Saga da gratidão. Além desse, os demais volumes da série também focam em negligência e abuso infantil, mas esse daqui é bem comovente, afinal, o mocinho da história foi prostituído pela própria mãe quando era apenas um garotinho, é de cortar o coração, meninas. Apesar de ter encontrado um lar adotivo amoroso, ele se tornou um adulto quieto e fechado, que tem uma ligação especial com o mar e com os doguinhos. Por causa de seus traumas, Ethan acredita não ser merecedor do amor de Grace, por quem sempre foi apaixonado. E em meio ao seu sonho de construir um negócio, ele irá se deparar com os desafios mais importantes de sua vida: cuidar de Seth, um menino vítima de abuso acolhido por seu pai adotivo antes de sua morte, e conquistar a mulher que sempre amou. O coração de Grace Monroe sempre pertenceu a Ethan, mas ela desistiu de sonhar um futuro com ele ao se casar com Jack, que a abandonou pouco antes de Grace dar à luz sua primeira filha. Mãe dedicada, ela lutou para conseguir uma vida estável para si e para a menina, conformando-se com a amizade de Ethan. Mas nem mesmo o passar dos anos foi capaz de mudar seus sentimentos por ele. As águas aparentemente calmas da rotina de Ethan encobrem lembranças de uma vida sombria e dolorosa. Para superá-las, ele terá de enxergar além de sua vasta tristeza e aceitar não apenas quem é, mas quem foi. Em seu passado escondem-se a chave para seu futuro e a única chance de alcançar a felicidade.

Au revoir.