★★
Proteja-me
Sinopse:
Livro 1, Série Slow Burn
Caleb Devereaux é um homem atraente, herdeiro de uma família rica e poderosa. Quando sua irmã caçula é sequestrada, ele tenta de tudo para encontrá-la, mas todos os esforços são em vão. A última esperança é Ramie St. Claire, uma jovem sensitiva de quem ouve falar, e que teria o poder de se conectar com pessoas localizando-as ao tocar em um objeto delas. Caleb conhece Ramie e instantaneamente os dois percebem que a atração entre eles é intensa. O que o milionário não imagina é que a habilidade da bela moça tem um alto preço: ela vivencia a dor de quem ajuda, e isso custa-lhe sua própria vitalidade. Por isso, depois de achar a sequestrada, Ramie desaparece da vista do rapaz. Ao mesmo tempo arrependido pelo sofrimento causado à jovem e profundamente fascinado por ela, ele tenta encontrá-la sem êxito. E quando pensa que Ramie havia partido para sempre, ela reaparece, e desta vez é ela quem pede ajuda. Seu dom a colocou em perigo e ela está sendo perseguida. Agora, Caleb vai fazer qualquer coisa para protegê-la, arriscando tudo, inclusive seu próprio coração.
O que eu achei:
Caleb conhece a Ramie quando ele vai atrás dela para que encontre sua irmã, que foi sequestrada (Ramie tem um poder psíquico, é capaz de rastrear vítimas tocando em suas coisas). O fato é que quando ela entra na mente do agressor e da vítima é capaz de sentir tudo de ruim que a vítima sente (agressão física, estupro, tudo mesmo, ela se torna igualmente vítima)... A Ramie consegue rastrear a irmã do Caleb e ele se sente muito culpado pelo sofrimento que causou na moça, e a partir daí, ele faz de tudo pra protegê-la, e vão se apaixonando posteriormente. Por mais que a narrativa tivesse um pé no sobrenatural, achei surreal demais os traumas a que a heroína se submetia e todo o estresse emocional, sei lá, acho que não tem como uma pessoa conviver com aquilo e continuar mentalmente sã e altruísta. Foi meio pesado pra mim, confesso. E parece que a série toda tem essa pegada mais nebulosa, não me deixou ansiosa pelas sequências. Quanto ao mocinho, Caleb realmente era um príncipe, um homem protetor, intenso... só achei os outros irmãos (que acredito que serão protagonistas dos próximos volumes) um pouco apagados.
E bem, vai parecer confuso, mas eu gostei dos protagonistas e desgostei da história... A trama até me envolveu no começo, pois gostei do lance de poderes psíquicos e telepáticos dos personagens, no entanto, conforme a narrativa ia avançando fui achando a atmosfera densa e angustiante demais para o meu gosto e repetitiva também. Eu já não sou uma grande fã de romance com suspense e ação, e aqui a autora pesa a mão no drama. No começo, tudo o que é apresentado, o sofrimento dos protagonistas e tal, tem aquele cheiro de novidade, prende a atenção. Só que a cada capítulo a autora sente a necessidade de nos reiterar dos mesmos fatos, e a repetição deixa a história muito cansativa.
Além disso, haja interrogações no final do livro... muitas perguntas ficam sem resposta. Até onde ia o poder do maníaco que perseguia a Ramie? A protagonista era super sensível ao toque, só o fato dela tocar numa maçaneta, corrimão (qualquer coisa) era suficiente pra ela sentir que o vilão havia tocado ou estado ali, só em tocar num objeto de uma vítima era capaz de rastreá-la, então alguém me explica como ela não sentiu que o Caleb havia sido tocado pelo maníaco (que passou a controlá-lo a partir daí)? Por que a Tori (irmã do Caleb) tinha o dom de prever o futuro e não foi capaz de prever seu próprio sequestro, e por que sua capacidade não servia pra ajudar em nada na história, isto é, pra dar qualquer vantagem para os mocinhos? Era o mesmo que não ter qualquer poder, concordam? Se o vilão principal era tão poderoso, como não sentiu sua captura e morte? O que aconteceu com o outro maníaco (o que sequestrou a Tori)? Enfim, foi confuso pra mim. E já adianto que não gostei do final. A Ramie, e depois o Caleb também, precisam lidar com uma terrível opressão psíquica, pois pra completar, o vilão da história também é dotado de poderes capazes de controlar a mente dos outros, o que conferia ao psicopata certa invencibilidade, como se sempre estivesse um passo a frente dos mocinhos. Então o vilão passa a controlar a mente do Caleb e o faz fazer coisas terríveis. E do nada, o Caleb consegue ler a mente do vilão também (quando ele nem tinha poderes especiais), e o mata com um simples tiro. Enfim, não que eu esperasse ainda mais tensão no clímax, mas foi muito fraco, confuso e corrido.
Caramba, esperava um confronto entre a mocinha e o vilão (afinal, ambos possuíam poderes psíquicos semelhantes) bem épico no final. Algo Harry Potter versus Voldemort, rs. Mas o que temos é mais uma vez uma Ramie totalmente passiva, indefesa e precisando ser resgatada. Enfim, eu realmente gostei dos mocinhos, Ramie e Caleb eram pessoas boas e que mereciam uma história de amor mais bela e um percurso menos sofrido e perturbador. Achei o drama muito louco. É ler pra entender. Ah, e antes que eu termine, também não curti as partes calientes. Era uma situação tão complicada, eu sinceramente não via como eles podiam ficar fazendo sexo em meio ao caos total. Não sei explicar, mas parecia impossível, sem clima mesmo diante das circunstâncias e do drama vivenciado pelos personagens. Enfim, fico por aqui, estou até com um pouquinho de enxaqueca depois dessa leitura.

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