★★★
Perigosa atração
Sonhei tantas vezes com isso. Sabia que, quando eu tivesse você, você seria minha e, acima de tudo, eu seria seu. Eu pertenço a você. Agora você tem a mim e não vai mais lutar suas batalhas sem mim.
Sinopse:
Livro 4, Série Slow Burn
Quando ainda era adolescente, Eliza Cummings descobriu que o perigo pode se esconder atrás de um rosto encantador e de um sorriso apaixonante. Depois de ajudar a colocar na cadeia o monstro que a aterrorizou, ela muda completamente de vida. Com um novo nome e uma missão, Eliza torna-se especialista em proteger pessoas. Mas nem mesmo seus dez anos de treinamento poderiam prepará-la para a notícia que acaba de receber: seu pior pesadelo está de volta, em liberdade. Agora, para salvar a todos que ama, ela precisa enfrentá-lo. Sozinha. Wade Sterling sabe que algo está errado. Desde que conheceu Eliza, ela nunca demonstrou medo. Pelo contrário, sempre encarou todos os desafios com coragem, colocando as necessidades dos outros à frente das suas. Uma das qualidades que o encantam… e o irritam. Por mais que não goste de admitir, Eliza é a única mulher que consegue abalar seus sentimentos. Mas, ao vê-la assustada, o instinto de Wade entra em alerta. Ele sente que precisa ajudá-la, e irá fazer de tudo para protegê-la. Em Perigosa atração, Maya Banks retorna ao mundo de Slow Burn e recupera personagens corajosos e sedutores, desafiando o leitor a acompanhar esta aventura sem perder o fôlego.
O que eu achei:
Eliza, nossa agente veterana (e única protagonista sem poderes especiais na série), está cuidando da sua vida quando recebe um telefonema que muda tudo. Thomas, seu ex-namorado assassino (super malvado e com poderes de leitura e controle da mente), vai sair da cadeia e aparentemente se vingar matando todas as pessoas que ela ama. É nesse pé que a história começa, com umas brigas entre ela e Wade (como de praxe) e com a Eliza tentando se afastar do pessoal da DSS a fim de protegê-los. Ah, e claro, tinha o lance da culpa infundada. Sim, é o livro todinho a Eliza choramingando e se culpando pelos crimes que o cara cometeu, por não ter percebido antes a verdadeira natureza dele. Juro que senti falta da sensatez da Eliza de livros passados, nada a ver esse melodrama, ela era mais inteligente que isso. Mas pelo menos o vilão não foi tão "grandioso" quanto eu pensei que seria. O ex é sim apresentado como um cara terrível, praticamente invencível, extremamente poderoso (eu chega estava me preparando psicologicamente para o clímax do desfecho, para o momento em que ele começasse a fazer suas maldades...) e quando finalmente dá as caras: POW, morre com um tiro no final (Wade o acerta). E é isso. Está aí um vilão que ladra mas não morde, rs.
Assim, até que a história foi legal (de modo geral), sobretudo em comparação ao anterior, duvido que haja pior livro nessa série que o de Gracie e Zack. Mas esse é um daqueles livros que começam empolgantes, com a promessa de uma boa história de ação e romance, protagonistas com química, plot do jogo de gato e rato, mas que perde o fôlego rapidinho. Antes mesmo de chegar na metade eu já estava cansada da enrolação, do mimimi da mocinha. O desenvolvimento se arrasta qual uma lesma sem pressa alguma de chegar ao destino, enche a paciência o tantão de divagações internas dos personagens, sobretudo as de Eliza, que ainda eram absurdamente longas (sério). Você estava no meio de uma cena e aí vinha um pensamento da mocinha (de novo), que durava páginas e mais páginas pra ser concluído. Essa quebra nos diálogos e na dinâmica das cenas me incomodou bastante, fez uma história legal se tornar cansativa rapidamente.
Mas talvez o maior estranhamento com Perigosa atração seja a mudança na personalidade da heroína. Cadê a Eliza? A nossa Eliza guerreira, mega inteligente e racional, destemida e pink power ranger simplesmente ficou nos livros passados... O que tivemos aqui foi uma Eliza bem vulnerável, chorona, insegura pra caramba (precisando ouvir um milhão de declarações de amor pra aceitar que era amada e preciosa) e surpreendentemente tola (pois é). A mulher trabalhava na DSS, e mesmo tendo um baita grupo de agentes amigos hiper treinados e armados e amigas poderosíssimas, escolhe ir sozinha atrás do Thomas pra acabar com ele antes que ele acabe com ela (revirar de olhos). E não é como se ela bancasse a Juliana de A química (Stephenie Meyer) e saísse botando pra quebrar com seus apetrechos e armadilhas bem orquestradas. Que nada, pura balela. Ela passa a maior parte do tempo sendo apenas mais uma frágil donzela em perigo (eu poderia esperar isso de qualquer uma, menos da Eliza, rs). Eu adoro histórias de mocinhas em perigo com homens fortes e maravilhosos que as salvam, mas esse com certeza não era o tipo de heroína que eu esperava encontrar aqui. Mas ok, apesar de toda a enrolação, eu curti, acredito que a intenção da autora era mostrar a verdadeira Eliza, aquela por trás da pose de durona, a mulher sensível e carente de amor e compromisso que vivia por baixo da máscara. Só pode.
Quanto ao Wade, rendeu um mocinho ok. Apesar de extremamente protetor numas partes (o que dava ainda mais canseira), achava linda a preocupação dele por sua garota. E juntos tinham uma química bacana. Mas sei lá, como falei antes, o livro te engana, no começo estava ansiosíssima pra ver a relação deles florescer, mas o casal foi ficando cansativo já perto do fim, meloso, forçadinho. Ainda continuo com a sensação de que o Wade foi um cara que brotou do nada na série, a gente não conhece muito bem seu passado, seus negócios, só sabe que ele chega chegando e monta acampamento na história, mas ele é legal no fim das contas e dá conta de ajudar e proteger a nossa mocinha. É só uma pena que Perigosa atração seja meio disperso, afastado dos outros livros. Digo isso porque senti muita falta dos personagens dos volumes anteriores, sobretudo das meninas super poderosas, e da participação ativa da DSS nas missões. Gosto do Dane, e parece que ele será o par da Tori no livro 6. E o próximo, que já vou começar a ler, conta a história de mais um agente, o Isaac. Nos vemos lá.
Coisa boas não vinham facilmente. Não deveriam vir. Tudo que era digno de ter era digno de luta.

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