★★★
Um amor e nada mais
Eu quero uma companheira. Uma amiga, uma mulher que seja minha amiga. Uma esposa, na verdade. Gosto da ideia de olhar para a senhorita todos os dias, pelo resto da minha vida.
Sinopse:
Livro 7, Clube dos sobreviventes
O aguardado final da série Clube dos Sobreviventes. Pela primeira vez desde a morte da esposa, George Crabbe, o duque de Stanbrook, está cogitando se casar de novo. Quando pensa no assunto, tudo que lhe vem à mente é uma mulher que conheceu um ano antes e nunca mais viu. Dora Debbins perdeu toda a esperança de se casar quando um escândalo na família a afastou dos salões da sociedade e a obrigou a se dedicar à irmã mais nova. Aos 39 anos, está resignada à rotina de professora de música em um vilarejo até que o inesperado pedido de casamento do duque vem mudar tudo o que planejou para seu futuro. O que Dora não sabe é que aquele conto de fadas oculta um segredo terrível. Será que esse amor recém-descoberto sobreviverá aos erros do passado?
O que eu achei:
Um romance monótono, porém bonitinho e terno. Um amor e nada mais conta a história de George e Dora, um casal mais maduro, que se casam tendo o respeito e a amizade como base da relação e posteriormente vão descobrindo que se amam. Mas preciso ser sincera: Dora e George me davam sono, ah se davam... Embora tenha uma trama agradável, a história não me cativou grandemente, o problema não foi nem por causa do ritmo um tanto arrastado (afinal a maioria dos livros da série seguem esse estilo 'calminho'). Eu gostava muito do duque de Stanbrook (embora não lembrasse que ele era tão condescendente) e estava ansiosa pra saber o desfecho desse personagem tão importante para o clube. Mas por que a Dora tinha que ser a mocinha? Achava ela sem graça, sem carisma suficiente para ser o par romântico de um personagem tão grande dentro da série. Sinceramente, eu nem lembrava que Dora existia e que já tinha aparecido no livro da Agnes e do Flavian (que coincidentemente – ou não – foi o livro que menos gostei na série). Dora simplesmente não era uma personagem impactante, memorável, que digamos. Mocinha sem sal. Melhor dizendo, falta tempero na história de forma geral, pelo menos pra mim. É tudo meio parado, o casal às vezes parece frio, embora ainda não seja essa a palavra, senti falta de momentos mais apaixonantes (não estou falando de cenas de pegação, esse nem é o estilo da série) e de menos enrolação sobre o passado do George (apesar de que a gente tem uma boa noção do que aconteceu). Vá para a página 224 e 253 se ficar cansada de tanto mimimi e quiser saber o que aconteceu com a primeira esposa e o filho que morreu. Achei cansativo o tempo que levou pra ele contar a verdade para a esposa, pra conversar com ela (mesmo sabendo que alguém do passado estava rondando e dando uma versão incorreta dos fatos, o que era mais que um bom motivo pra abrir o jogo e evitar problemas, né?).
Mas gostei muito do final, com o nascimento do bebê deles, foi lindo. Adorei o fato deles terem tido um neném. E o epílogo, com todos os sobreviventes e suas famílias, foi ainda mais lindo. Amei revê-los, saber dos filhos que tiveram, de como estavam vivendo bem... Enfim, Um amor e nada mais pode até não estar entre os meus favoritos da série (na verdade, entre os sete volumes, ficou em sexto lugar, levando a melhor apenas sobre o 4º volume, a história de Flavian e Agnes (irmã de Dora, que também era sem sal...), mas foi uma conclusão boa. Aconchegante até, graças ao final. Pra mim as histórias mais bonitas do clube dos sobreviventes são as de Hugo e Gwen, Percy e Imogen, Vincent e Sophia e Ralph e Chloe. Gosto razoavelmente da história de Ben e Samantha e as que menos curti foram as de Flavian e Agnes e George e Dora. Minha listinha (do que mais gostei para o que menos gostei) ficou assim: Uma proposta e nada mais (vol. 1), Um beijo e nada mais (vol. 6), Um acordo e nada mais (vol. 2), Uma promessa e nada mais (vol. 5), Uma loucura e nada mais (vol. 3), Um amor e nada mais (vol. 7) e Uma paixão e nada mais (vol. 4).
Au revoir.

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