Lua azul

Sinopse:

Livro 1 – Criaturas da noite

Miniwa, uma pequena cidade de Wisconsin, está um caos, mas nada que tenha sido causado pelos habituais turistas de verão. A população de lobos começou a crescer assustadoramente e a perseguir presas humanas, e suas vítimas não param de desaparecer... ou pior. Na floresta algo brutal e primitivo está acontecendo. A oficial Jessie McQuade já viu muito em seus anos na força policial da cidade, mas nada tão intrigante quanto o magnífico homem nu que ela encontra enquanto persegue um misterioso lobo. O professor Will Cadotte é um ativista nativo-americano. Ele também é o único homem capaz de distrair Jessie de seu trabalho. E para um policial, a distração, não importa o quão prazerosa seja, pode ser mortal. É contra o bom senso de Jessie aceitar a ajuda de Will em sua investigação, mas ela logo se vê fazendo exatamente isso e muito mais. Os olhos escuros e penetrantes de Will enxergam uma parte da alma de Jessie que ela nunca soube que existia. É emocionante... e aterrorizante. Agora, quando os segredos mais profundos da cidade vêm à tona, ninguém está seguro: nem amigos, amantes ou estranhos. E como Jessie segue uma trilha sangrenta para a verdade chocante, ela terá que decidir em quem ela pode confiar quando a lua estiver cheia...


O que eu achei:

Por ter gostado tanto de Amor imortal (vol.7), que eu nem sabia que fazia parte da série Criaturas da noite, resolvi dar uma chance aos demais volumes. Eu sou aquela leitora que gosta de um pouco de mistério e fantasia nos romances e a série entrega bastante disso. Agora desse livro aqui não gostei muito, comecei interessada, porém na metade já estava achando a trama cansativa. Aqui você já sabe quem é o vilão desde o começo e a Jessie, nossa heroína, é extremamente tapada pra perceber as pistas e pra admitir que eventos sobrenaturais estão se desenrolando (mesmo que eles aconteçam diante dos seus olhos), o que é muito irritante. Você espera uma protagonista policial durona, sarcástica e inteligente, porque é assim que ela se apresenta no começo, mas se frustra bastante ao se dar conta do quanto ela é cabeça de vento. Outra coisa que me fez desgostar da personagem é que achei que ela deixava escapar atitudes racistas (?), não queria que as pessoas soubessem que ela estava envolvida com um indígena (entre quatro paredes tudo certo, mas ser vista na rua de jeito nenhum)... em dado momento ela afirma ter vergonha de ser vista com o Cadotte e a desculpa: "é que você é muito bonito pra mim", sinceramente foi bem difícil pra mim engolir essa explicação e esse complexo de inferioridade mal desenvolvido, e no final, mesmo eles tendo ficado juntos, ainda continuei com a pulga atrás da orelha. Do Cadotte eu gostei mais, achei ele interessante embora pra lá de suspeito com suas meias verdades, juntos tinham uma boa química, mas o amor acontece um pouco rápido demais, faltou algo a mais no casal. E a verdade é que quando você não gosta de um dos protagonistas o casal não decola de jeito nenhum... e me incomodou (muito) ela se achar mega inteligente e ser tão obtusa e a coisa de não assumir o lance deles publicamente por razões duvidosas, não simpatizei com a Jessie, não deu. Aqui a explicação para os lobisomens parte de experimentos nazistas e lendas indígenas e eu não achei que a mistura deu muito certo também, ora a coisa pendia pra ficção científica, ora pro sobrenatural, com direito a deus-lobo, lua mágica e super-vírus mutante, isso foi confuso pra mim, ou segue uma linha ou outra. Mas admito que a escritora é criativa e bem entendida de lendas. O confronto final foi como eu esperava: abrupto e previsível, a parte em que a vilã morre foi coisa de piscar de olhos (plic-plic) e tudo já tinha terminado, kk. Enfim, ficamos por aqui, au revoir.

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