★★★
Amor e gelato
Uma vida sem amor é como um ano sem verão.
Sinopse:
Livro 1, Amor e livros
Um verão na Itália, uma antiga história de amor e um segredo de família. Depois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para finalmente conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali. Mas as coisas começam a mudar quando ela recebe um antigo diário da mãe. Nele, a menina embarca em uma misteriosa história de amor, que pode explicar suas próprias origens. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. Uma trajetória que fará Lina descobrir o amor, a si mesma e também aprender a lidar com a perda. Amor & gelato é uma deliciosa viagem pelos mais românticos pontos turísticos italianos, com direito a tudo de mais intenso que o lugar tem a oferecer: desde paixões até corações partidos.
O que eu achei:
Aquele livro famosinho que você não acha nada demais. Tudo bem, é um livro bacaninha, porém nada mais, nada menos. Pra mim, que amo acompanhar a história de amor de um casal enquanto a narrativa vai seguindo o seu curso, o livro ficou devendo em romance. A história foca demais no passado da mãe da Lina e na leitura do diário, e sei lá, a Lina e o Ren (que deveriam ser o casal fofo da história) passam totalmente em branco, casal mais sem graça. Dois adolescentes que ficam amigos, se descobrem apaixonados nas últimas páginas e em seguida já estão dizendo que se amam (sim, tudo isso em poucos dias). Particularmente, acho um saco histórias em que os mocinhos só ficam juntos bem no final, mas como eles não deram liga (na minha opinião), nem me importei tanto. Eu até achei que a autora tem sim um estilo legal, levinho e engraçadinho, mas a história em si não é marcante, e me lembrou a de outro livro, Querida Sue, onde temos uma filha que lê as cartas da mãe (aqui é o diário), que busca o pai verdadeiro e que acompanha uma história de amor através do relato do passado... uma história de amor triste em ambos os livros, diga-se de passagem, e que ocupa o protagonismo da história. Mas até que me peguei dando umas risadinhas, e o Howard é o melhor personagem da história. Que lindinho ele, que paizão! Queria ter tido um pai como o Howard. Quanto a Ren e Lina... não curti muito nem um nem o outro. O Ren deveria ser aquele mocinho cuca fresca e amigão, mas foi só um personagem medíocre que só servia pra acompanhar a Lina pelos lugares. E claro, a minha impressão da Lina: chatinha, chatinha. Fala sério, me torrava a paciência aquela lerdeza dela pra concluir a leitura do bendito diário e descobrir de uma vez por todas quem era seu pai biológico e outros detalhes da juventude de sua mãe (vocês perceberam que o Howard leu todo o diário em apenas algumas horas???). E minha nossa, mesmo com dúvidas sobre o que aconteceria em seguida no diário, ela simplesmente não avançava na leitura pra descobrir (por quê?! – eu me perguntava – se fosse eu, leria de uma vez e acabava o mistério, ou pelo menos leria umas páginas finais). E a garota era especialista em adiar conversas importantes, sempre mudava de assunto quando o Howard tentava contar o que aconteceu no passado pra esclarecer as coisas de uma vez. É aquele lance... um enorme elefante branco permanece na sala em praticamente todo o livro e a protagonista insiste em não tocar no assunto por... motivo nenhum. É que a autora precisava cozinhar as revelações "super surpreendentes" em fogo brando, eu já sabia que Howard não era o Sr. 'X' desde o comecinho. Pra concluir, só um detalhe engraçado: a garota vai para a Itália e todo mundo que ela encontra por lá coincidentemente fala inglês, o pai, a Sonia, o Ren, a turma da escola, rs.


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