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Amor e sorte
Ossos + compreensão + milhões de anos = calcário.Coragem + tempo = um coração curado.
Sinopse:
Livro 2, Amor e livros
Depois de Amor & gelato, chegou a vez de acompanharmos Addie, melhor amiga de Lina, em uma emocionante aventura pelas estradas irlandesas. Addie está visitando a Irlanda com a família e tentando aproveitar a paisagem verdejante para não pensar em seu coração partido. Porque, assim que voltar aos Estados Unidos, ela vai ter que enfrentar as consequências do fim terrível de seu romance de verão. Até lá, só quer relaxar enquanto os pais não descobrem o que aconteceu. Mas Ian, seu irmão mais velho, sabe de tudo e não a deixa em paz. Agora os dois, que sempre foram próximos, não param de brigar. Tudo muda quando Addie descobre que Ian também está guardando segredos. Depois de uma série de imprevistos, em vez de ir visitar Lina, sua melhor amiga, na Itália, Addie se junta ao irmão em uma inesperada viagem de carro. O motorista é Rowan, um irlandês simpático (e bonitinho) que dirige, feito um louco, uma lata-velha apelidada de Trevo. Nessas circunstâncias nada favoráveis, Addie conta apenas com um guia de viagem roubado da biblioteca do hotel, Irlanda para corações partidos, e torce para que os conselhos do livro realmente funcionem. Se a Ilha Esmeralda der tanta sorte quanto dizem, talvez ela consiga fazer as pazes com o irmão e, quem sabe, se apaixonar de novo. Em Amor & sorte, temos uma história encantadora sobre família, amizade e a jornada para se recuperar de uma desilusão amorosa.
O que eu achei:
Socorro, que livro chatooooo! Totalmente desinteressante pra mim. Ontem fiz uma cirurgia no nariz (cornetos & septo), e no momento eu não sinto sabor ou cheiro de absolutamente nada. Daí resolvi pegar esse livro pra ler enquanto descanso, e a conclusão é: Amor & sorte lembra meu nariz, sem olfato e paladar, sem graça, insípido, sem um pingo de emoção em se degustar. Primeiro que eu vinha enrolando pra começar, né? Achei Amor & gelato entediante e já sentia que as sequências seriam no mesmo estilo, então já embarquei totalmente desanimada. E bem, como já deu pra perceber, não rolou pra mim, achei a história e os personagens absurdamente maçantes. E não tem romance, acreditam? Não acontece nadica de nada entre Addie e Rowan. Foca muito na relação entre os irmãos, o conflito da heroína com o ex é chato e enrolado e o enredo não caminha para clímax algum. Enfim, é mais sobre amizade e a velha jornada de amadurecimento adolescente. E ainda falta Amor & azeitonas pra concluir. :'( Capas tão fofinhas, uma pena que não estou gostando muito dos recheios, sei lá, desde Amor & gelato que a narrativa pena pra me prender, também não me identifico muito com os personagens, daí já viu, né? Mas quem sabe não funciona pra ti?
Au revoir. Zzzzz
P.s. achei a passagem de Cobh tão bonitinha (a que fala sobre o Titanic), a parte mais legalzinha do livro era a desse guia de viagem, hehe.
Cobh pronuncia-se "couve". Ou, como gosto de chamá-la, a cidade do "escute seu tio, é sério". Sim, há uma história por trás desse nome, meu docinho. Mas, antes, vou contextualizar um pouco. Cobh é um lugar de despedidas. Sabe a doca perto da água? Foi de onde partiram 2,5 milhões de irlandeses. Foi também onde ocorreu uma despedida bem famosa: a do Titanic. O navio inafundável fez sua última parada em Cobh, deixando e pegando alguns passageiros antes de seguir rumo às águas gélidas do Atlântico e à infâmia. Vou lhe contar sobre um dos passageiros sortudos.Francis Browne era um jovem seminarista com um tio que gostava de dar bons presentes. Seu tio Robert enviou-lhe de aniversário uma passagem para uma viagem de dois dias a bordo do Titanic. O plano era embarcar em Southampton e desembarcar em Cobh, onde Francis ia saborear uma fatia de bolo de chocolate e passar um tempo com o bom e velho tio Rob. Era um ótimo plano. E um passeio emocionante. Além de tirar mais de mil fotografias, Francis fez vários amigos. Uma rica família americana ficou tão encantada com o rapaz que se ofereceu para pagar sua viagem até os Estados Unidos em troca de sua companhia durante o jantar. Viva! Como era muito obediente, Francis enviou uma mensagem ao tio pedindo permissão para permanecer a bordo e recebeu uma resposta bastante seca: "saia desse navio".Francis e suas famosas fotografias saíram do navio. Sem dúvida foi a decisão mais importante de sua vida. Contei toda essa história em preparação para a mensagem bastante concisa e importante que tenho para você, minha pequena marinheira: saia desse navio. Que navio? Você sabe que navio, meu amor. Aquele que você construiu antes que a água esfriasse e a navegação se tornasse difícil. O que estocou com otimismo e empolgação, futuros hipotéticos cheios de ondas e marés favoráveis. E quando esses futuros nãos se concretizam? Bem, esses navios não vão embora sozinhos. Temos que fazer um esforço consciente para levantar âncora e deixá-los partir. Então saia desse navio, meu anjo, e deixe-o seguir pelo mar. Caso contrário, você corre o risco de que a embarcação que um dia a carregou se torne a que vai afundá-la. A terra firme não é tão ruim.– Trecho de Irlanda para corações partidos: um guia não convencional da Ilha da Esmeralda, 3ª Edição


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