A sensitiva

Sinopse:

Livro 2, Família Wherlocke

Por toda a Londres do século XVIII, é possível ouvir sussurros e boatos sobre os dons inexplicáveis da família Wherlocke. Mas o Lorde Ashton, um homem com firmes convicções, é uma das vozes mais céticas de seu tempo, e tudo caminhava para continuar assim... Até encontrar uma bela mulher desacordada, largada no quarto de um bordel. A mulher misteriosa é Penélope Wherlocke, e seu dom especial a levou para um mundo perigoso de alta sociedade, quando foi sequestrada e vendida a uma cafetina criminosa. Ao vê-la, Ashton ficou enfeitiçado. Algo lhe diz que deveria esquecê-la, mas é atraído cada vez mais para a vida dela, transformando-se em seu protetor. Porém, Penélope é uma mulher com ideias próprias, algo que sempre a afastou dos homens de sua época, mas enfim encontra alguém seguro e capaz de lidar com suas habilidades sobrenaturais.


O que eu achei:

Fazia muito tempo que eu tinha esses livros da série Wherlocke aqui na minha estante, e mesmo gostando de romance com uma pegada sobrenatural nunca tive interesse em ler a série, mas finalmente resolvi dar uma chance. Mas sabem aquela leitura que não te empolga, aquele romance que não toca teu coração? Pois é, desde A vidente que tem sido assim pra mim. A premissa até que é interessante, o dom da Penélope (de se comunicar com fantasmas) é curioso e acho que foi a parte mais legal do todo, mas na minha opinião a narrativa é bem enrolada e cansativa, começa repleta de ação com muita coisa acontecendo e depois fica arrastada, repetitiva, chata... pulei vários parágrafos e não perdi nada. E já comecei incomodada com as primeiras cenas, quando a Penélope é sequestrada, dopada e levada a um bordel pra servir de 'presente especial' para o Ashton e depois pra outro homem. Ok, ele não sabia o que havia acontecido e achava que ela era uma prostituta do bordel, mas o problema foi a autora tentar nos convencer de que a mocinha de repente estava curtindo ser abusada/acariciada só porque tinha uma quedinha pelo mocinho, isso não fez sentido pra mim, faltou um background pra esse casal, e foi difícil comprar a paixão da Penélope por um mocinho tão, tão banana. Ela é salva pelos irmãos e Ashton os ajuda a fugir do bordel, no fim das contas. Af, esse ''herói'' não tem um pingo de carisma, Ashton é tristemente sem graça e irritantemente acomodado, aquele cara que não sabe fazer nada da vida a não ser caçar uma herdeira pra sustentá-lo, haja paciência. E é isso, nem tenho mais a acrescentar, tem histórias que fluem e cativam e outras que são um tédio de acompanhar. Acho também que as minhas expectativas estavam em O sol do Mestre (Master's Sun), um dorama coreano muito interessante, onde a protagonista também tem esse dom peculiar. Amei essa série [comprei até o colar da Tae Gong-shil] e esperava encontrar nessa história algo mais elaborado e cativante.


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