★★★
O escolhido
Agora posso ver o futuro. E ele é feito de você.
Sinopse:
Livro 4, Família Wherlocke
Inglaterra, verão do século XVIII. Um homem nu aparece no roseiral da família de Lorelei Sundun. Ao contrário de gritos ou pedidos de socorro, algo que se esperava da maioria das mulheres de sua época, Lorelei oferece ajuda, pois percebe o embaraço do rapaz, que não sabia onde estava. Ela nunca ouvira falar da família de Argus Wherlocke, nem sobre os dons paranormais comuns entre os membros deste clã. Porém, arrebatada por uma súbita paixão e munida de coragem, ela logo se arrisca para ajudá-lo num jogo perigoso de perseguições. Argus descobre que Lorelei é sua única esperança de salvação, e que seu desejo pode ser a mais importante arma para combater seus inimigos.
O que eu achei:
O escolhido segue a mesma vibe dos anteriores, afinal se você leu um livro, leu todos, rsrs. É claro que os personagens mudam e o enredo se modifica em alguns detalhes, mas a estrutura é basicamente a mesma. A mocinha (que não tem um dom – apesar de ver espírito, encontrar cativeiros do nada e ser imune a hipnose) salva o mocinho (que tem o dom de hipnotizar com o olhar e a voz)... eles se apaixonam e rola um típico mimimi de "não podemos ficar juntos", enfrentam vilões surtados (e com argumentos sem sentido), superam o mimimi e se casam no final. Apesar de bem previsível, acho que vale a pena como sequência e pra quem está no clima de um romance de época diferente e divertido. Só não dá pra ser muito exigente com a trama ou querer que ela seja profunda e super coerente, kk. Tipo, até agora não entendi como a Lorelei – que não tinha dons especiais – pôde ver o Argus enquanto ele fazia o lance de pedir ajuda em espírito, o próprio Argus se surpreende, afinal ela é apenas uma humana comum. Mas não há qualquer explicação pra isso. Depois ela encontra seu cativeiro e o resgata, a autora diz apenas que a mocinha é boa em encontrar coisas perdidas. Só isso. E sem nenhuma capacidade sobrenatural, ela simplesmente sabia onde ele estaria. Pula pro primeiro beijo do casal, onde ele se arrepende e usa seu dom para fazê-la esquecer do beijo, mas ela é imune. Por quê? A autora mais uma vez não explica e diz apenas que Lore é muito determinada... Esse lance de bloquear os poderes psíquicos não funciona tão bem aqui como em Perigosa atração e Crepúsculo, onde Eliza e Bella, as mocinhas com fortes paredes mentais, são imunes ao controle ou leitura da mente. Em O escolhido ficamos sem entender o porquê disso.
Mas eu gostei da personalidade forte da mocinha e do seu carisma, e também gostei do pai dela, que era bem amoroso e a frente do seu tempo (até demais), seus pensamentos e atitudes não pareciam se encaixar na época, mas passei pano. Já o Argus foi um mocinho mais ou menos. O trauma de casamento me cansou, achei ele irritante e ridículo em vários momentos, não só por isso mas também por ora seduzir a mocinha, ora agir com frieza, por não ter criado seus filhos ilegítimos e ter jogado a responsabilidade pra uma prima que era praticamente uma criança e também por não ter escrito uma única carta para a Lore durante o tempo que passou longe. E sei lá, mesmo que Lore e Argus tenham tido muitos momentos quentes e íntimos ao longo da história, faltou desenvolvimento emocional pro casal, um algo a mais... Dos quatro livros que li, gostei mais de A intuitiva, O escolhido ficou em segundo lugar. Gostaria de ler a história do Duque Modred, esse personagem deve render uma boa história, quem sabe...

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