Disputa irresistível

Cicatrizes são o mapa da história de onde estivemos.

Sinopse:

Bennett Fox entrou na minha vida em uma manhã infernal de segunda-feira. Eu estava atrasada para o primeiro dia em meu novo emprego: um trabalho pelo qual eu teria que batalhar, por causa de uma inesperada fusão. Enquanto carregava meus pertences para o meu novo escritório, recebi uma intimação para comparecer ao estacionamento. A policial de trânsito tinha multado uma longa fila de carros - exceto pelo Audi estacionado na minha frente, que por acaso era da mesma marca e modelo do meu. Irritada, decidi presenteá-lo com minha multa. Provavelmente o dono pagaria sem nem se questionar. Porém, acidentalmente, quebrei o limpador de para-brisa enquanto deslizava o bilhete para a janela do carro. As coisas só começaram a melhorar quando encontrei um homem lindo no elevador. Tivemos um desses breves momentos que só acontecem nos filmes. Você sabe do que eu estou falando... Seu corpo se acende, fogos de artifício explodem e o ar ao seu redor crepita com eletricidade. Talvez o novo trabalho não fosse tão ruim assim. Ou pelo menos foi o que eu pensei, até eu entrar no escritório do meu novo chefe e conhecer meu concorrente. O homem do elevador era agora meu inimigo. Seu olhar não tinha sido por causa de qualquer atração mútua. Foi porque ele me viu vandalizar seu carro. E agora ele não podia esperar para aniquilar sua rival.


O que eu achei:

Se há um clichê queridinho é o de inimigos que se apaixonam, né? Os mocinhos disputam a mesma vaga de emprego, se sentem atraídos, etc., etc. E aqui ainda temos o clássico trauma do passado que impede o mocinho de querer se envolver seriamente. Uma observação: a troca de narradores (que é algo que costumo gostar) é um pouco confusa aqui, tinha hora que precisava conferir no início do capítulo quem estava narrando... Mas de modo geral, gostei de Disputa irresistível, nada estupendo, mas achei divertido, pena que foi aquele livro que começou animado e terminou meio bleh (rsrs), aquela história que você gosta, mas não ama. Do meio pro fim as coisas ficaram cansativas com o repeteco de situações e cenas forçadinhas também, tipo o acidente de carro, a declaração no hospital, o fato de todos os empresários da terra terem uma ligação com a Anna (?), Bennett dizendo merd* pra Anna e ela sempre o desculpando lindamente, Bennett sendo convencido o restante do tempo, trechos de um diário irrelevante (mais alguém pulou essas partes?), personagem infantil sem graça...

É que a parte dramática da história, que envolvia o trauma do Bennett com a morte da Sophie (uma amiga que era apaixonada por ele) e sua relação com o Lucas, filho dela e seu afilhado, foram partes pouco desenvolvidas e chatinhas de acompanhar, os flashbacks de Sophie através de seu diário eram totalmente desnecessários, a personagem não despertava curiosidade suficiente pra ter esse espaço no meio da história, e bastava a parte em que Bennett conta sobre seu passado pra Anna para o leitor entender tudo. E o menino, sei lá... parecia estar ali só porque a autora adora ter crianças nas suas histórias. 

O desfecho é bonito e feliz (como deve ser todo final de romance que se preze), mas como senti que a parte melosa estava um pouco forçada não me emocionei com os "eu te amo" ou o pedido de casamento, e af, tanta dedicação e trabalho duro pra Anna e Bennett pedirem demissão, kk. Bom, mas em relação ao último livro que li da autora (Metido de terno e gravata), esse foi bem melhor, a história é mais coesa e redondinha, e a trama é boa pra passar umas horinhas entretida com aquele romance água com açúcar que nunca enjoamos.

Beijinhos, Texas.

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