★★
Indomável - a história de Henry
Sinopse:
Livro 3, Damas Rebeldes
Henrietta Barrett, que atende desde pequena pelo apelido de Henry, nunca seguiu as regras impostas pela sociedade. Prefere calças a vestidos e, em vez de frequentar chás e bailes e fazer aulas de artesanato, administra pessoalmente a propriedade de seu idoso tutor, localizada em um canto remoto da Cornualha. Mas quando seu guardião morre, as terras que Henry tanto adora vão parar nas mãos de um primo distante, um homem que pode ameaçar a vida que está acostumada a levar e também o ganha-pão das pessoas que ela mais ama. William Dunford, o solteiro mais esquivo de Londres, fica surpreso ao saber que herdou uma propriedade, um título... e uma pupila decidida a expulsá-lo o mais rápido possível da Cornualha. Henry está determinada a continuar administrando Stannage Park sem a ajuda do novo lorde, embora o charme que ele exala quase a faça esquecer as próprias convicções. Mas Dunford tem certeza de que pode mudar as coisas para melhor, começando por sua pupila indomável. Só que transformar Henry em uma dama faz com que ela se torne não apenas a queridinha da alta sociedade, mas também uma tentação irresistível para o homem que pensava que nunca seria conquistado...
O que eu achei:
Protelei bastante a leitura do fim da trilogia, sei lá, a sinopse batida não me cativou e eu ando numa fase sem paciência para os romances da JuliaQ (talvez a chegada aos 30 anos seja a responsável, kk). Até achei que ia ser um clichê gostosinho, mas não curti, afinal. A história foi maçante na maior parte do tempo e os protagonistas, sobretudo o Dunford, deixam muito a desejar. A trama até começa legal, a "fase da Cornualha" foi bacana e divertida (o cotidiano na fazenda, as artimanhas da caipira Henry pra afastar o novo tutor, a química que parecia rolar entre o casal...). No entanto, a história sai totalmente dos trilhos e perde o encanto na "fase Londres", o momento em que Dunford persuade a Henry a ir com ele pra cidade pra ter uma desnecessária temporada social. E bem, cabe falar que todo o carinho que eu sentia pelo Dunford nos livros anteriores foi pelo ralo em Indomável, o cara gente boa e amigão acaba se revelando um dos protagonistas mais chatos e problemáticos da autora. Dunford é possessivo, volátil e indeciso. O personagem teve falas e atitudes tão difíceis de engolir que fizeram os momentos calientes se tornarem incômodos. Quanto a Henry... é aquela típica mocinha 'fora dos padrões' no estilo Julia Quinn, a patinha que usa calças e vira um cisne no baile em dado momento. No início Hen se mostra astuta e indomável, mas basta se apaixonar pelo Dunford pra perder esse charme e se tornar uma tonta passiva, o que me desanimou. Faltou algo a mais na Henry, mais autoestima talvez, mais borogodó pra fazer jus ao título. Fato é que esse foi o pior par da trilogia pra mim e o desfecho foi um tédio. Do nada surge um conflito entre o casal, algo que poderia ser resolvido com uma simples conversa, mas que é estendido e estendido até as últimas páginas. Foi a maior preguiça pra concluir, e dos três volumes, o meu favorito foi Esplêndida, a história de Emma. Qual a sua dama rebelde favorita?
Au revoir.

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