Mais uma vez, o amor

Nem quilômetros de deserto sem fim, montanhas altas e escarpadas, nem o mar de azul infinito, nem palavras, ou lágrimas, ou medos silenciosos me impedirão de voltar para você.

Sinopse:

Antecede a Série As quatro estações do amor

Lady Aline Marsden foi criada para um único objetivo na vida: conseguir um casamento lucrativo com alguém de sua própria classe social. Mas, em vez de cumprir seu destino, ela preferiu entregar sua inocência a John McKenna, empregado da propriedade de seu pai. A transgressão impetuosa dos dois foi imperdoável. Por causa dela, John foi mandado embora e Aline foi mantida na casa da família no campo, privada do convívio com a sociedade londrina. Doze anos depois, McKenna se transformou em um homem rico e poderoso. E ele está de volta, com sua beleza indomável e impressionante, determinado a se vingar da mulher que destruiu seus sonhos românticos. Só que a paixão entre os dois não se apagou, e logo volta a arder mais forte do que nunca. Agora McKenna precisa decidir o que é mais importante: levar até o fim seu plano cruel ou entregar seu coração de novo a seu primeiro e único amor.


O que eu achei:

Tenho tantos livros queridinhos dessa autora, séries que adorei acompanhar, que claro, fui na expectativa de encontrar um romance de época delicinha... mas aqui não rolou, um dos piores da autora (pra mim, é claro). O ponto básico é o seguinte: detestei os protagonistas, Aline e McKenna são insuportáveis de tão imaturos, terminei o livro apenas pela Livia e pelo Gideon, o casal secundário carismático que roubou a cena e trouxe um pouco de dignidade para Mais uma vez, o amor (mereciam um livro pra chamar de seu). Aline é uma mulher de 31 anos que age como uma adolescente, é muito mentirosa, chata e covardona. Eu sinceramente não aguentava mais suas mentiras cruéis e seus motivos que não convenciam nadica de nada. É aquele clichê de mal-entendido entre os mocinhos que só se esclarece nas últimas páginas, sabem? E que só é esclarecido porque os irmãos da Aline resolvem fazer algo a respeito, já que claramente a protagonista não é capaz de tomar as rédeas da própria vida em nenhum momento da história, se distanciando muito do estilo e perfil de heroínas maravilhosas e fortes da autora (Amanda Briars, Hannah Varner, Dra. Garret, Daisy e Lillian Bowman, Evangeline, as irmãs Hathaways, entre tantas outras). E que preguiça de falar do McKenna, que homem chato, que vingança sem pé nem cabeça. O cara passou anos remoendo o fora que levou e tramava se vingar da mulher que amou dormindo com ela e humilhando-a (revirar de olhos). Cresce, McKenna, cresce! Isso sem falar que McKenna era agressivo em alguns momentos, com umas investidas pra lá de arrogantes e a Aline, ao contrário de se afastar, só se derretia com seu jeito bruto, com suas encostadas de parede (revirar de olhos). E sei lá, falta história pra McKenna e Aline, eles tinham um passado mal resolvido, uma vingança e uma mentira boba entre eles, e o que mais sobrava pra contar? Ambos tinham argumentos e personalidades rasas, e a trama é construída em cima da falta de diálogo do casal e do excesso de cenas de sexo entre eles. A autora claramente não tinha muito mais a dizer sobre os protagonistas, tanto que recorre ora às cenas quentes (que acabam sendo constrangedoras de tão fora de hora) e ora ao casal secundário pra esticar a trama. Histórias que se baseiam em mal-entendidos do passado são as que menos curto, sempre acho o melodrama arrastado e aqui não foi uma exceção à regra, me vi pulando páginas e desejando acabar logo, e essas duas estrelinhas são pela Livia e pelo Gideon, hehe. Mais uma vez, o amor funciona como uma introdução à série As quatro estações do amor, embora não faça a menor diferença ou tenha um acréscimo relevante, infelizmente.


Um cheirinho para hoje...

Postar um comentário

0 Comentários