Os dois duques de Wyndham

Sinopse:

As duas histórias desta duologia acontecem exatamente ao mesmo tempo, portanto podem ser lidas na ordem em que você preferir. O fora da lei: Um dia, ao assaltar uma carruagem na estrada, o vigarista Jack Audley é apontado como o filho perdido da Casa de Wyndham. Se ficar provado que é herdeiro legítimo de seu falecido pai, Jack terá algo que nunca desejou: o título de duque. Grace Eversleigh trabalha há cinco anos como acompanhante da duquesa viúva de Wyndham. É uma função ingrata, que oferece muitos desaforos e poucas novidades... até que Jack Audley surge em sua vida, cheio de charme e de sorrisinhos indecentes. Ele não aceita "não" como resposta, e, quando Grace está em seus braços, não quer mesmo dizer não. Mas se ele de fato for o duque, ela nunca poderá tê-lo. O aristocrata: Amelia Willoughby é noiva de Thomas Cavendish, o duque de Wyndham, desde bebê. Enquanto espera que ele enfim arrume um tempo para se casar, fica claro que isso não é uma prioridade para ele. Bem quando Thomas percebe que Amelia é muito mais do que uma mera conveniência, seu mundo é virado do avesso pelo aparecimento de seu primo há muito perdido, que pode ser o verdadeiro duque. Caso isso se confirme, então Thomas não será mais nem o duque nem o noivo de Amelia. Isso seria uma cruel ironia do destino, porque ele cometeu um erro imperdoável: se apaixonar pela própria noiva.


O que eu achei:

Eu comecei a leitura com O fora da lei porque adoro um herói diferente e já estava cansada de duques, condes, viscondes e marqueses, hehe. Adorei o Jack no começo, prometia ser um mocinho muito divertido. Uma pena que a autora passou dos limites tentando fazer cada palavra que saía da boca do Jack ser algo engraçado. Ela simplesmente se perde no ritmo e no excesso de piadinhas forçadas. Sério, o cara não conseguia ter uma conversa séria e equilibrada, então, mesmo tendo começado super animada, lá pela metade da trama fui achando as coisas mais enroladas do que o necessário e o Jack irritante com tantos 'sorrisos marotos' e piadinhas. Outro ponto que me incomodou (em ambas as histórias) foi a amizade de Thomas e Grace: não colou em nenhum momento pra mim, pense numa relação incoerente e mal desenvolvida, a ponto da gente achar que Thomas tinha uma paixãozinha secreta pela Grace numas partes e em outras que a grande amiga não passava de uma criada irrelevante. O casal Jack e Grace até que foi bacaninha, ok. É só que não tive tempo pra gostar verdadeiramente deles. Os sentimentos são exagerados, tudo acontecendo rápido demais. Caramba, eles se conheciam há um dia e já estavam no maior love. Volto a dizer: histórias de amor à primeira vista não são o ponto forte da JuQ. Só revirava os olhos lendo coisas do tipo: "era impossível imaginar que a conhecia fazia apenas um dia, ela era sua dádiva, sua graça...", a cada beijo milhares de suspiros intercalados por "Oh, Jack", "Oh Grace", "Oh, Jack", "Oh Grace", kk. Quanto ao desfecho envolvendo o ducado, preferia que o Thomas tivesse continuado como duque, resolvia o problema de todos de forma fácil.


Claro que eu já sabia que iria encontrar o mesmo drama de disputa de ducado entre os primos em O aristocrata, só mudando o casal principal e, logo, o ponto de vista. Mas eu creio que há um probleminha nessa duologia: independente da história que você escolher ler primeiro, o segundo será cansativo e repetitivo, afinal compartilham muitas cenas em comum, até mesmo diálogos. Você sabe tudo o que vai acontecer, tudo. Admito que pulei as cenas iguais (hehe), e por essa razão terminei O aristocrata mais rapidamente. Gostei mais desse casal, Amélia e Thomas foram mais interessantes por terem uma relação de anos. Como tudo se dá num período de tempo muito curto, esse par leva vantagem em relação ao outro. Ainda assim fica aquela sensação de coisa mal articulada: tantos anos pra esses dois desenvolverem algo, movidos se não por uma curiosidade, um interesse natural em conhecer e conversar com a pessoa que vai casar, e nada... mas bastou aparecer um conflito que ameaçava o noivado pra de repente ele se interessar e se apaixonar pela noiva. Pra mim faltou mais momentos pra esse casal, mais diálogos, mais passado compartilhado, um epílogo gostosinho.

Sinto que dava pra autora ter se aprofundado mais nos personagens de ambas as histórias, achei-os um pouco rasos e estereotipados, sem nuances de personalidade, a duquesa-vó era uma megera e só (maldosa e extremamente caricata, dava nos nervos), Jack, o engraçadinho sem graça, Grace, a típica mocinha boazinha que corava por tudo, Thomas, um aristocrata com ares de arrogância como tantos outros, e Amélia, uma mocinha negligenciada com sede de paixão e aventura. Quanto ao final, O aristocrata também leva a melhor, uma vez que o Thomas recebeu o título de conde que pertencia ao falecido sogro, justíssimo. Em O fora da lei não achei legal ele ter perdido seu título para o Jack (que nem queria a porcaria do título, kk). Só senti falta de algo mais sobre o casal, sei lá, um pouco de suas vidas, do happy ending. Enfim, romance de época despretensioso, um pouco maçante e medíocre, mas legalzinho pra ler largadona na cama acompanhada de beijinho de panela (sério, que delícia!).

Au revoir.

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