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Lírio vermelho
Sinopse:
Trilogia das flores – v.3
Em Lírio vermelho, a história está centrada principalmente em Hayley e sua filha, Lily. A vida das duas segue tranquila, até o dia em que a mãe se percebe atraída pelo filho de Roz. Por não achar tal sentimento correto, acredita que a Noiva Harper encontrou um modo de possuir sua mente e seu corpo. Será loucura da protagonista ou mais uma armadilha do fantasma? Stella, Roz, Hayley e a Noiva Harper: um desfecho dramático aguarda as quatro mulheres cujas vidas – e a morte – estão para sempre interligadas.
O que eu achei:
Essa trilogia não funciona pra mim, é estranha e chata. Fantasma pirado, romance sem graça e muitos trechos extraídos do manual de jardinagem da Nora, e esse volume foi o pior: casal, trama e final muito ruins. Hayley e Harper não convencem e são extremamente entediantes, um custo de acompanhar, pulei umas partes. Aqui a Hayley fica sendo possuída pelo fantasma de Amélia praticamente o livro todo, e desde Dália Azul que essa personagem não me agrada ou inspira confiança: uns pensamentos invejosos, atitudes questionáveis (a respeito do pai da Lily), aparece do nada na Mansão Harper e ganha um teto, uma família e um bom emprego sem muitos questionamentos. Toda a conexão que o espírito estabeleceu com ela me deixou ainda mais incomodada com a personagem, com o que havia verdadeiramente em seu coração. Os personagens a essa altura vivem para falar do fantasma, seus sentimentos, história e motivações. Tudo é exagerado e irritante. O espírito de Amélia, sabe-se lá porquê, pode mexer no tempo e no clima, machucar pessoas, entrar na mente delas, possuir seus corpos e por aí vai... minha suspensão de descrença foi pelo ralo em meio a tantas cenas bizarras, sem sentido e desnecessárias. O desfecho também é um saco – esquisito além da conta –, a fantasma era má, louca, assassina, e às vezes parecia que a autora estava tentando defendê-la de todas as atrocidades que fez em vida e em morte (??). No fim encontram seus restos mortais e dão a ela um enterro digno e reconhecimento. E fim. Nossa, eu detestei a história desse fantasma! Até gostei de Dália Azul e pretendo mantê-lo na minha estante, mas não leria de novo Rosa negra e Lírio vermelho. Gostei do primeiro livro justamente porque é onde o fantasma tem um papel mais secundário, enquanto nos livros 2 e 3 este praticamente assume o protagonismo.

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