★★★
Onde nascem os sonhos
Eu lutaria contra o mundo por você.
Sinopse:
Zachary Bronson construiu um império de riqueza e poder. Agora ele está procurando uma esposa para ajudá-lo a garantir sua posição na alta sociedade e aquecer sua cama. Lady Holly Taylor está destinada a passar a vida obedecendo às regras da alta sociedade, mesmo quando elas vão contra suas convicções. Após três anos de luto por seu amado marido, ela entende que não vai superar a perda e que jamais encontrará outro homem à altura dele para ser seu companheiro. Em uma noite mágica, Zachary e Holly se encontram e, sem saber a identidade um do outro, não resistem à faísca que se acende entre eles. Ao tomá-la nos braços, Zachary fica deliciado em ver que o desejo dela é tão ardente quanto o seu. E Holly fica chocada ao sentir o próprio coração voltar a bater forte com o beijo daquele estranho. Zachary faz a Holly uma oferta chocante e, ao mesmo tempo, irrecusável. Agora ela precisa decidir se vai continuar sendo a viúva exemplar de sempre ou se libertar das convenções e arriscar tudo por essa paixão.
O que eu achei:
Gosto muito da autora, mas achei essa história mais enrolada que o necessário, queria ter gostado mais do romance, porque eu curti o Bronson e os personagens secundários, o problema, a meu ver, foi a Holly e seu falecido marido: eis aqui a história de um homem chamado George que controla uma mulher diretamente do além. Parecia que o verdadeiro protagonista de Onde nascem os sonhos era o falecido, af. Grande parte do livro é preenchido pela Holly lamentando a morte do marido, lembrando de momentos com ele, mencionando seu nome ou comparando-o ao Bronson. Não pude deixar de pensar em Uma tentação perigosa, um livro da LisaK que li recentemente e que também é protagonizado por uma lady viúva que se apaixona por um homem mais simples. Como não comparar Holly e Merritt? Merritt amou e foi amada, tem uma ocupação, se permite viver um novo amor... Já a Holly é exageradamente devota ao marido morto, sempre preocupada com o que ele pensaria dela, cheia de puritanismo (que soa um tanto hipócrita em dados momentos) e divagações repetitivas... ô saco. Apesar disso eu estava gostando da história, Bronson é ótimo (um grosseirão com coração de ouro), e sinceramente aplaudo sua paciência, eu teria desistido, ninguém merece um triângulo amoroso com um fantasma. Gostei muito da sua interação com a Rose, a filhinha da Holly. Essa menininha é a cereja do bolo desse romance, acrescentou dulçor e frescor à trama. Juntos, os dois roubaram a cena. Se não fosse o final (que me irritou um bocado), teria dado 4 estrelas.
É que mesmo apaixonada pelo Zachary, Holly o abandona pra cumprir a vontade do falecido: se casar com um homem que ele escolhera pra ela antes de morrer (revirar de olhos), depois de perceber seu erro ela volta atrás. Aqui as coisas começaram a desandar grandemente e eu desejei de coração que o Zachary encontrasse outra mulher e que a Holly ficasse sozinha no final, mas não foi esse o rumo da trama, claro. Ele a perdoa facilmente e os dois se casam e vem o plot final: repentinamente e sem qualquer explicação Holly fica muito doente (com a mesma doença que matou seu marido anos atrás)... e pra quê todo esse dramalhão sem sentido? Só para Holly ficar na fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e num sonho febril dar uma voltinha no além, rever o falecido e de quebra ainda conseguir sua aprovação, kk. Ela se recupera, o casal pode voltar a fazer amor e fim. É incrível como esse romance foi descendo a ladeira pra mim, eu comecei gostando bastante da história, achando a química do casal boa, torcendo pra que ela superasse o luto e gradativamente se entregasse ao novo amor, que deixasse seus preconceitos de lado... mas à medida que a leitura avançava fui achando exaustivo o quanto o falecido continuava a fazer parte de tudo, senti falta de leveza e bom humor, de novos cenários e de um final menos forçado e abrupto. Eu não acho que Onde nascem os sonhos seja um romance de época ruim, longe disso, a história é bonita e prendeu minha atenção, apesar dos pesares. Só não entrou para a minha lista de favoritos da autora. É mais aquele lance de sempre: quando um protagonista, seja homem, mulher ou fantasma, enche a tua paciência, você só quer terminar a leitura mais rapidamente e partir pra outra aventura, né?
Beijinhos.
Não se navega por águas tempestuosas sem sofrer algum dano.

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