Ventos do amor

Seria possível que, de tamanha confusão, resultasse algo bom?

Sinopse:

Rosalind Spencer cometeu um erro: acreditou em um canalha! Mesmo sendo filha de um nobre e tendo os privilégios de sua posição, a saída para proteger sua reputação seria um casamento com um homem que abomina. O que ela mais deseja é uma chance para recomeçar, onde ninguém a conheça, para tentar encontrar a própria paz. Quando uma oportunidade única aparece, ela arrisca tudo e assume uma posição que não lhe pertencia. Ao assumir tal risco, ela não imaginava o que o destino tinha reservado para ela. Simon Turner, o 4º conde de Chesterfield é um homem desesperançado. Cínico, ele considera o amor uma ilusão para os tolos, e o que deseja atualmente é passar seus dias com sua amada filha, em sua propriedade House of Wind, o orgulho da Cornualha. Porém, o acaso tem outros planos para ele. Duas almas tão diferentes, mas igualmente sedentas por amor. Poderá um começo tão atribulado se transformar em um sentimento maior do que a própria vida?


O que eu achei:

Uma grata surpresa. Aquela história despretensiosa, cálida, clichê e reconfortante que deixa o coração quentinho. E que paisagens... me senti em House of Winds, praticamente ouvi o som do vento, o cheiro do mar... puxa, eu amo ser levada para a Cornualha, muitos romances que adoro se passam lá: Ligeiramente escandalosos, A padaria dos finais felizes, Um beijo e nada mais, entre outros que não lembro agorinha. E claro, Simon e Rosalind são encantadores e me identifiquei rapidinho com eles, ela é uma mocinha corajosa, forte e doce / "não concordo em enfeitar a vida de ninguém, quero partilhá-la" / e ele um recluso com um grande coração (eu também adoro bancar a ermitã, hehe) "um cálice de conhaque e um bom livro ao pé da lareira eram infinitamente mais desejáveis do que o glamour da ópera ou a excitação dos bailes". Trocando o conhaque por um chocolate quente, também amo a quietude do lar e o aconchego dos livros. O casal é belo e meigo (e me lembrou um pouquinho Phillip e Eloise de Para Sir Phillip, com amor), torci a cada capítulo para que o conde superasse seu passado e abrisse o coração para a Rosa, achava linda aquela sensação de pertencimento ao lugar que todos partilhavam, e a linguagem, um pouco mais rebuscada que os romances de época em geral, tem o tom certo para nos transportar ao passado. Admito que eu não esperava o acidente da mocinha e a consequente perda de memória, fugiu do que eu esperava, eu jurava que eles iam apenas se casar e lidar com as dúvidas e os mal-entendidos no cotidiano da vida a dois até se declararem um para o outro, como acontece em tantos romances, mas o rumo que as coisas tomam me deixou ainda mais presa à trama, hehe, querendo saber o ia acontecer em seguida, como/quando eles poderiam se reencontrar. No fim, queria ter lido um pouco mais, é que Ventos do amor termina com um tremendo gostinho de quero mais, sabem? Que brisa gostosinha...

Au revoir.

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