Anne da Ilha

Sinopse:

Decidida a realizar o seu sonho, Anne se muda para Kingsport e vai morar com sua amiga Priscilla Grant para finalmente terminar os seus estudos em Redmond College. Gilbert Blythe, desejando estudar medicina, também parte para Kingsport e enxerga a oportunidade de revelar seus sentimentos a Anne. O novo ambiente e a vida adulta trazem novos desafios e perdas que mudam as perspectivas e amadurecem a forma como ela enxerga o mundo.


O que eu achei:

Queria tanto ter gostado desses livros, afinal a série foi um presente do meu amor. Anne da Ilha foi mais uma leitura cansativa e enrolada onde quase nada de empolgante acontece, falta romance, não me apeguei aos personagens novos que foram introduzidos e a vida universitária da nossa heroína é puro tédio. Sei lá, meio que esperava uma postura mais amadurecida da Anne, ao invés disso ela se mostra uma jovem bastante indecisa e ambígua, e infantil para a idade que tem... A gostosona da ilha (kk) recusa inúmeros pedidos de casamento, e tudo bem até aí, nada a ver aceitar namorar e casar com qualquer um, mas quando essa sonsa rejeita o Gilbert (a quem amava) por pura frescura e sei lá mais o quê, fiquei tão aborrecida que perdi qualquer resquício de interesse pela história. Acharia bem feito se o Gilbert se casasse com a tal da Christine e ainda convidasse a Anne pra madrinha, haha. Mas é óbvio que eles se acertam no final, e é até bonitinho, ok. Gilbert mais uma vez se declara e dessa vez Anne resolve aceitá-lo. Mas sinto que faltou emoção nesse final, é meio sem graça e o amor dela não convence tanto. Ahh, e não venham me dizer que isso era uma coisa comum da época... mas aquele capítulo em que Anne e suas amigas tentam matar um gato de rua envenenado porque ele era feioso, faminto e inconveniente, não deu. Fiquei me perguntando onde estava a essência daquela menininha que tinha amor por todas as criaturinhas da natureza, sobretudo as menos afortunadas. Ela mesma chega a dizer que só gostava de gatos limpos e saudáveis e não dos "repugnantes". É somente quando o bichano sobrevive àquela tortura da caixa que ela se digna a ficar com ele. Qualquer encanto se foi pelo ralo... e não estou animada para ler a continuação, talvez leia apenas o capítulo final de Anne de Windy Poplars, afinal é só no desfecho que as coisas acontecem, né? Talvez eu não tenha me identificado com a escrita da autora (tem o fator livro de época, claro), mas fico com a sensação de que não há história pra tantos capítulos (e livros). É muita enrolação pra somente no final acontecer algo minimamente interessante. E entenda como interessante o fato de na última página Anne finalmente deixar de fazer charminho e aceitar namorar o Gilbert, migalhas de romance, chatice de história, sono. Zzzz


Canção do dia: Girasoles / Luis Fonsi

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