★★★
Coração rebelde
Sinopse:
3/3 - Corações Irlandeses
Uma atração que se sobrepõe às diferenças de classe social... Um homem dividido entre o amor e a liberdade... Brian Donnelly orgulha-se de sua habilidade em domar cavalos - e orgulha-se mais ainda de permanecer indomável. Afinal, crescera nos campos da Irlanda, onde aprendera a lidar com animais, a viver em amplos espaços, a ser seu próprio senhor. Por isso hesitara em aceitar a proposta de trabalho no Royal Meadows, o maior haras dos Estados Unidos. Por um lado, o novo emprego lhe dá dinheiro e prestígio; por outro, obriga-o a abrir mão de sua liberdade. Agora Brian se vê perdido num universo sofisticado ao qual não consegue se adaptar. Para complicar, ele trabalha ao lado da princesa da família Grant, Keeley, uma herdeira tímida e sofisticada, uma mulher que desperta nele um desejo intenso. Mas a inesperada inocência de Keeley ameaça abrandar a rebeldia de um coração irlandês e mostrar-lhe o que é amor verdadeiro. Será que a distância social vai se interpor entre eles?
O que eu achei:
A história é boa, gostosinha de acompanhar, o cenário rural e o tema das corridas de cavalos me interessa (tanto que Traições legítimas já está na minha lista de leituras futuras)... mas eu senti que faltou um algo a mais, emoção talvez, um galã mais gentil com certeza. E pra mim o conflito entre os mocinhos foi raso. O fato da Keeley ser a filha do chefe e Brian um treinador de cavalos não era um impedimento, Travis e Adelia eram gente boa, nada preconceituosos ou esnobes, como já sabemos. Também achei inconsistente que num primeiro momento ele ficava cercando a jovem, umas cantadas chatas, um cinismo irritante, até descobrir que Keeley era virgem e isso se tornar um big problema. A partir daí é ela quem passa a correr atrás e tenta seduzir esse sonho de padaria em qualquer oportunidade que surge (revirar de olhos). Já vou falando: achei Brian chato e estúpido, um cara metido a gostosão que parecia ter uma birra com a Keeley simplesmente por ela ser rica e ter tido uma vida confortável enquanto que ele não, o mesmo problema que tive com a Erin do livro passado: aquela invejinha estranha, uma pulga atrás da orelha que incomoda. À medida que a leitura avançava fui achando a trama um pouco enfadonha, fui simplesmente desanimando porque pra mim a Keeley merecia um cara melhor, mais gentil e doce com ela. Poxa, o jeito como ele a tratou no baile, forçando a barra, insultando-a sem nem conhecê-la... me fez sentir ranço pelo personagem desde o começo, e o tal do ranço é difícil de largar. Mas como eu curto a escrita da Nora, gostei da história apesar do Brian e volto a dizer que até os livros medíocres da autora são bons passatempos, kk. Então um brinde aos dias e aos livros medíocres, ah, essa quarta-feira combina com esse livro. Da trilogia, Alma em chamas foi o meu favorito, O mistério de uma flor foi o que menos me cativou e Coração rebelde ficou no meio termo. Beijinhos e au revoir.

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