Operação família

Você não acha que a vida é como um jardim? Às vezes glorioso, outras um desastre.

Sinopse:

É tempo de recomeçar! Em clima de férias, conheça uma história inspiradora sobre relações familiares, segundas chances, amadurecimento e autodescobrimento. Quem disse que você não pode escolher sua família? Flora Donovan parece estar vivendo um sonho em Nova York, com um emprego que ama e um apartamento só seu em uma das cidades mais adoradas do mundo. Mas seu otimismo esconde um segredo: ela sente uma terrível solidão. Órfã desde criança e criada por uma tia que a via apenas como uma obrigação, nunca sentiu que pertencesse a lugar algum… até conhecer Jack Parker. Ele é a primeira pessoa que a vê de verdade, e Flora está disposta a fazer qualquer coisa para não perder essa chance. A adolescente Izzy Parker está se segurando por um fio. Desde que perdeu a mãe, cuidar do pai e da irmãzinha é a única coisa que a mantém sã. Mas, de repente, quando o pai começa a namorar novamente, até isso é ameaçado. E, para piorar, a intrusa vai acompanhá-los nas férias de família. Agora, Flora não só tem que lidar com uma adolescente bastante hostil, mas deve aprender a viver sob a sombra da esposa perfeita e imortalizada de Jack, Becca, e tudo isso na casa de verão da melhor amiga de Becca. Quanto mais Flora tenta impressioná-los, mais as coisas desandam. Mas talvez seja exatamente do que ela e Izzy precisam para se descobrirem de uma maneira que nunca imaginaram possível.


O que eu achei:

Quase que não pegava esse livro pra ler, quase abandonava, quase não terminava... nessa vibe. Foi uma leitura que custou pra engrenar e a capa fez parecer que eu encontraria um romance gostoso com um drama familiar levinho, mas acaba que sobra drama e falta romance. É bem diferente do estilo da série Para nova York, com amor. Me senti um pouco ludibriada, kk. Eu dei 3 estrelas porque pra mim foi um livro bom, interessante, com lições bonitas sobre amizade, família e aceitação. Mas não posso ignorar o quanto demorei pra me envolver com essa história, achei mesmo que não ia curtir, a trama é lenta, o casal é meio bleh, e não me identifiquei muito com a Flora, achava ela boazinha demais, uma santa, ou uma mosca morta, se preferir. Aquele tipo de protagonista de novela mexicana bem sofredora e angelical. Eu prefiro umas heroínas mais reais, funcionam melhor pra mim. Enfim, após insistir muito na leitura terminei curtindo, só achei o segredo muito óbvio e que não precisava de todo aquele mistério e acho que uma terapia faria um bem danado pra todos eles. A família dançando no final foi meio piegas, kk, mas tá valendo. Bonitinhos, final que parece um comercial de margarina.

As pessoas mudam. Amizades mudam. Nenhuma pessoa continua igual dos 4 anos até os 40. Sempre me fascinou o fato de que estamos preparados para terminar um namoro que não está dando certo, mas relutamos em fazer o mesmo com amigos. Nem todas as amizades foram feitas para durar a vida inteira. As pessoas evoluem, e as amizades seguem o mesmo processo. Respeitar a si mesmo não é maldade. E ser seletivo, escolhendo com quem você vai passar seu tempo, faz parte de cuidar de si mesma. Acho que tem a ver com envelhecer. O tempo é precioso. Claro que sempre foi, mas quando somos mais jovens nós o desperdiçamos sem dó nem piedade.

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