Entre o céu e a terra

Não existe vida onde não há amor, e sem amor não existe esperança.

Sinopse:

Trilogia da magia – livro II

O seu trabalho como delegada mantém Ripley Todd ocupada e feliz, e ela não tem problemas para encontrar parceiros quando quer estar com alguém. Mesmo isso não acontecendo com frequência ultimamente, ela está completamente satisfeita com a vida que leva, exceto pelos poderes especiais que tanto a atemorizam quanto a confundem. Fascinado pelas surpreendentes habilidades de Ripley, MacAllister Booke, que chega à Ilha das Três Irmãs para investigar rumores de feitiçaria, está determinado a ajudá-la a aceitar quem ela é e encontrar a coragem para abrir o seu coração. Mas, antes de poderem sonhar com o que lhes reserva o futuro, Ripley e Mac precisam enfrentar as dores do passado. Pois a ilha guarda segredos que vêm de séculos e possui um legado de perigos que ainda a assombra.


O que eu achei:

Aquela leitura gostosinha que prende a nossa atenção do começo ao fim, eu gostei muito mais desse que do anterior. Ripley e Mia são minhas favoritas. Aqui a gente vai entendendo melhor a lenda e a maldição que cerca as garotas. O que aconteceu na vida das três bruxas do passado (Ar, Terra e Fogo) reflete diretamente em suas vidas, é como se as histórias estivessem destinadas a se repetir e elas precisassem mudar os finais trágicos. Como a bruxa ancestral da Ripley (Terra) se deixou consumir pelo ódio e pela vingança, o maior desafio da nossa mocinha é aprender a controlar seu temperamento (mais alguém se identifica? rs). Como Fogo (ancestral da Mia) aparentemente se suicidou diante da tristeza, estou super ansiosa pra ler o desfecho focado em Mia e Sam. Confesso que já peguei ranço do tal Sam, o cara abandonou a Mia e está voltando pra reconquistá-la (após 11 anos) como se só tivesse ido na esquina e voltado. Voltando para Ripley e Mac... Ela é uma mocinha leal, forte e esquentada. Tem momentos em que é bem cabeça dura e explosiva, mas como eu entendi a personagem e gosto desse jeitinho tempestuoso desde o primeiro livro, consegui me identificar bastante com seus dilemas ao vê-la lidando com sentimentos como raiva, insegurança e ciúme. Eu gosto de heroínas assim, humanas, que erram e aprendem. Gostei muito do Mac, mas passei um tempão sem entender suas reais motivações: ele queria provar que as bruxas eram reais? Pensava no impacto disso em suas vidas? Teve umas partes em que pareceu interessado na Mia (ok, sei que não), e inicialmente isso me deixou tão confusa quanto a Ripley: "não sei o que pensar a respeito dele", "não consigo enquadrar você em um tipo específico". Pra mim ele era meio invasivo e eu sentia certo incômodo com seu interesse, acharia esquisito namorar um cara que quer ficar usando aparelhos em mim, fazendo testes e hipnose. "Será que a delegada Ripley Todd me fascina porque possui um dom sobrenatural que veio chegando até ela através de três séculos? Ou simplesmente porque ela é uma mulher que consegue me atrair em todos os níveis possíveis?" Mas com o passar dos capítulos, o jeitinho intelectual (como resistir?), gentil e paciente foi me ganhando, e acabei gostando muito dele. O casal rende cenas ótimas, uma química das boas, personalidades interessantes e que se encaixam. Surpreendentemente são perfeitos um para o outro. Só acho que rolou uma viajada na maionese na batalha final, Harding/Evan/entidade do mal é um vilão desconexo, com o único propósito de provocar raiva na Ripley, e que não chega a fazer algo de fato, o clímax ficou melodramático pra mim. E a história termina e fica devendo uma linda reconciliação entre Ripley e Mia. Espero que isso aconteça em Enfrentando o fogo. E hoje eu estou pensando em Make you feel my love na voz incrível da Adele. Au revoir, bruxinhas.

Estamos entre o céu e a terra, Ripley, que fazem muito mais do que simplesmente nos abrigar entre eles. Eles esperam que nós possamos merecer isso.

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