A verdade sobre amores e duques

Sinopse:

Livro 1 - Querida conselheira amorosa

Está sofrendo a dor de um amor não correspondido? Está confuso com o comportamento inexplicável do sexo oposto? Sente que não há ninguém a quem possa recorrer em busca de compreensão e aconselhamento? Não tema. Lady Truelove o ajudará. Henry Cavanaugh, duque de Torquil, anseia por uma vida ordenada e previsível. Mas era impossível com a família que tinha. Apenas a mãe facilitava a sua vida... até ela se apaixonar por um artista e decidir seguir o conselho amoroso de Lady Truelove, largando tudo para seguir os desejos do coração. Agora Henry vai exigir que a mulher mexeriqueira que deu aquele conselho imprudente o ajude a impedir que o nome da sua família acabe na lama. Irene Deverill é o que a sociedade londrina considera uma ovelha negra: dirige o jornal da família, é uma solteirona e tem orgulho disso! Mas ninguém sabe que ela possui um grande problema nas mãos: o duque de Torquil demanda que ela o ajude a resolver os problemas da sua família. Esse relacionamento forçado fará Irene descobrir que Henry é mais do que um "lírio do campo" e que ele é capaz de despertar nela sentimentos que nunca pensou possuir.


O que eu achei:

A história se passa no finalzinho do séc. 19, um diferencial, já que a maioria dos romances se passam do início para a metade. Então aqui tem alguns recursos tecnológicos que não vemos com frequência nos romances de época: telefone, água encanada, mulheres no mercado de trabalho, etc. Henry é um duque tradicional, protetor e mantenedor do lar, gostei um pouco mais desse protagonista que da heroína. Entendi seu jeito de ser (dado os erros que cometeu no passado), e para a época, o achei um cara bem razoável. Pra mim Henry estava certo em não apoiar o casamento da mãe, o futuro padrasto era claramente um aproveitador, mas... influenciado pelo mimimi da Irene, acabou cedendo e apoiando a furada em que sua mãe estava entrando. Isso foi algo que não curti no personagem, o quanto facilmente se moldava às vontades da Irene, até em momentos em que não deveria fazê-lo. Em contrapartida, a Irene gosta de trabalhar, de fazer discursos feministas e de defender o 'amor livre' (até o amor livre se mostrar inconveniente pra ela). Henry e Irene têm ideais tão distantes que sinceramente pareciam não combinar. As diferenças pareciam irremediáveis, já que a mocinha era muito firme teimosa em suas convicções. Não fazia concessões e era como se apenas ela tivesse razão, o que deixou a personagem chata. Você já conversou com uma pessoa que sempre tem que ter a última palavra e sua opinião é a única que importa? Aqui sentia vontade de pular a maior parte das falas da Irene.

E tipo, as discussões acerca dos direitos das mulheres é o centro de praticamente todos os diálogos (uma chatice), e o romance fica escanteado. No final, surpreendentemente, desejei que esses dois ficassem separados. Pois é, a autora conseguiu esse feito! A Irene só cede na última página, aceitando se casar e passar o comando do jornal pro irmão, e fez muita falta um epílogo, e preciso dizer que nenhum personagem secundário chamou minha atenção, pera... quer dizer, a duquesa é tão patética que merece uma menção honrosa desonrosa. Ver uma cinquentona agindo como uma adolescente foi dureza, a mulher sabia que o pintor (com idade para ser seu filho) era um caçador de fortunas assumido e mesmo assim insistia no vexame: "ele também me ama". Céus, não aceitou acordo pré-nupcial e ainda fez questão que sua carta (igualmente patética) fosse publicada num jornaleco de fofocas sem pensar no impacto disso para sua família. Supostamente isso ajudaria suas filhas a encontrarem bons maridos, que se uniriam a elas, apesar do escândalo familiar. Mulher, não tem como te defender! Enfim, eu até gostei desse livro, achei interessante, mas não vibrei com o casal, não me apaixonei por eles.

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