Abigail

Abigail se sentia como se as portas e as janelas tivessem sido abertas e invadidas por um vento maravilhoso.

Sinopse:

Os O’Hurley – 1/4

Abby estava decidida a trancar seu coração. E jogar a chave fora. Abigail O’Hurley Rockwell foi a única das trigêmeas O’Hurley a escolher uma pacata vida no campo em vez das luzes de neon do mundo do showbizz. Marcada por um casamento infeliz com o famoso piloto de Fórmula1 Chuck Rockwell, ela sempre se dedicou à administração de sua fazenda e à criação de Ben e Chris, seus dois filhos pequenos que mal conheceram o pai. Mas Abby tinha uma missão muito mais pesarosa: com a morte de Chuck, ela tinha de manter intacta a memória de seu marido, ainda que ele estivesse sempre envolvido em escândalos. Porém, acima de tudo, Abby precisava preservar seu coração. Mas alguém quer saber a verdade sobre Chuck... O biógrafo e jornalista Dylan Crosby tem uma pauta bastante desafiadora: escrever a biografia definitiva de Chuck Rockwell, e para isso, precisará dos relatos de sua viúva. Descobrir a verdade é o único objetivo de Dylan, e ele está convencido de que Abby não passa de uma alpinista social, fútil e mesquinha, que mente sobre a vida de Chuck. Afinal, o que mais a motivaria a contar a história de uma celebridade, senão o dinheiro que receberia em troca? Abby sabe que Dylan dificilmente acreditaria em sua versão dos fatos. Mesmo assim, aceita o jornalista em seu lar, onde ele tem a oportunidade de conviver com ela e seus dois filhos até o fim da pesquisa. Até perceber que a verdade pode ter um preço... Dylan está convencido de que Abby esconde algo. Porém, antes de descobrir o que realmente aconteceu, uma coisa inesperada ocorre: o jornalista cético e comprometido com os fatos se vê afeiçoado a Abby e seus dois meninos. Agora ele terá de escolher entre dois caminhos: terminar a biografia de Chuck... ou mudar o rumo de sua vida e ouvir a voz do coração. Abigail, primeiro volume do quarteto Os O’Hurley, é a comovente história de uma mulher que se vê, pouco a pouco, renascendo para o amor, e de um homem em sua descoberta de que a sensibilidade pode, muitas vezes, ser uma bússola mais poderosa do que a razão.


O que eu achei:

Das sagas familiares da Nora, os O'Hurley são um grupo bem interessante de acompanhar. Os livros são protagonizados pelos irmãos Abigail, Maddy, Chantel (essas são trigêmeas) e Trace, o primogênito da família. Abigail, uma das trigêmeas, se casou muito jovem e viveu um casamento pra lá de sofrido com um famoso piloto de corrida. Da relação nasceram Ben e Chris, dois menininhos encantadores. Quando Dylan entra em sua vida para entrevistá-la, tudo sai dos eixos, para todos eles. Eu simplesmente amo esse livro, acho muito gostoso de ler e eu me apaixono pelos personagens todas as vezes que leio. Abigail é uma guerreira, uma sobrevivente, o tipo de mocinha que te faz querer abraçá-la e dar muito carinho, claro que em alguns momentos eu desejei que Abigail fosse menos subserviente, e que pelo menos se defendesse, mas ela é a generosa Abigail O’Hurley, aquele tipo de pessoa que sofre em silêncio e que tem uma enorme necessidade de autopreservação após já ter sido muito machucada. Eu a entendi, apesar de não concordar com seu jeito de lidar com algumas questões. Ben e Chris são uma gostosura e roubam a cena (Nora é ótima com personagens infantis). E o Dylan também me conquistou, ele é meio chato inicialmente porque julga a Abigail sem a conhecer, mas adorei vê-lo pouco a pouco mudar sua opinião e perceber a preciosidade que tinha diante de si, é gratificante vê-lo se apaixonar pela Abigail e por seus filhos. Torci muito por eles, pela família que estavam destinados a ter. Acho apenas que ficou faltando explicar se ele de fato escreveu a bendita biografia, e nem lembro se isso foi respondido nas sequências. Enfim, esse é um romance que faz o meu estilo, o tipo de história água com açúcar e oitentista que eu adoro ler, que me emociona e me lembra porque eu adoro a Nora Roberts.


— Ele não vai ficar. Isto não é vida pra ele. E eu não posso segui-lo, porque não seria vida pra mim. — Quando uma pessoa está apaixonada, ela faz certos ajustes. Não sacrifícios. Para que haja um compromisso, é preciso duas pessoas. Se só uma fizer os ajustes, é como um elástico sendo esticado demais. Ou ele vai escapar ou arrebentará em algum momento. 

Postar um comentário

0 Comentários