Dupla tentação

Sinopse:

Clube dos cavaleiros – 2 

Criado por um pai tenebroso, Rhys St. Maur foi um jovem selvagem. Nos arredores de Buckleigh-in-the-Moor, vila onde ficava a propriedade de sua família, diziam que ele era endiabrado. E, ao que parece, nada de bom rondava o lar em que tinha crescido. Tanto que a Residência Nethermoor sucumbiu a um incêndio, fazendo com que o legado dos Ashworth virasse cinzas. Por anos, Rhys e sua família se tornaram personagens de histórias amaldiçoadas. A vila só manteve o seu sustento porque alguns poucos moradores nunca deixaram de acreditar no potencial daquele lugar. E Meredith Maddox é uma dessas pessoas. A bela e jovem viúva é a proprietária da estalagem e taverna local. Seu sonho é transformar o estabelecimento em um ponto de referência aconchegante para os viajantes endinheirados que passam pela região. Porém, Rhys – agora um herói de guerra e o novo lorde Ashworth – está de volta, e a presença dele coloca em xeque tudo o que aconteceu na vila desde seu sumiço. Quando menina, Meredith sonhava apaixonadamente com ele. Mas ela sabe que a vida é feita de suor, e não de sonhos. Pensamento oposto ao de Rhys, que acredita que tudo já está escrito. Será que o lorde será capaz de convencê-la de que eles estão predestinados? E de que o destino vai tentar os dois a se entregarem ao desejo, se esquecerem das cicatrizes e se tornarem parceiros nos negócios e mais além?


O que eu achei:

Esse é o segundo livro da trilogia Clube dos cavaleiros que leio, e de novo: não é pra mim. O livro é parado, não há muitos acontecimentos na trama e o romance não me convenceu. Sei lá, os mocinhos são tediosos, a química é forçada e eles têm a profundidade de um pires. Vejamos: Rhys chega na hospedaria (onde praticamente toda a história se desenvolve), bate os olhos na taverneira e decide que vai se casar com ela, porque sim, porque era o destino, porque se sentia responsável e porque ela era atraente. Rhys não tem uma personalidade marcante ou minimamente interessante, apenas acredita que é invencível e tem um papo de que "o destino isso, o destino aquilo..." que enche a paciência. Já Meredith é desprendida demais para uma mocinha de época, e um tanto hipócrita também. Ela não vê problema em dizer que já dormiu com vários homens e sendo uma viúva a sociedade meio que aceitava que ela tivesse amantes (desde que fosse discreta), mas inicialmente ela não quer empregar a Cora (que já havia sido prostituta) porque sua hospedaria era "respeitável", isso quando a mesma tinha seus casinhos com viajantes aleatórios e ainda vivia tentando pular na cama do Rhys o tempo todo (ela chega a invadir o quarto do seu hóspede para espiá-lo desnudo enquanto dorme). Dizia-se apaixonada pelo Rhys mas se incomodou quando Gideon demonstrou interesse pela Cora, afinal "ela estava irritada com ele, pois estava acostumada a Gideon lhe lançando olhares, mas Cora era mais jovem e mais bonita". E mesmo sendo a verdadeira responsável pelo incêndio, não corrigiu o Rhys de imediato quando ele confessou sentir culpa pelo acontecido. E vamos lá, tudo se baseia numa enorme tensão sexual (sobretudo da parte dela, que parece muito, mas muito desesperada para dar... 'amor'). A Meredith segue desesperada e excitada ao longo da história, sendo difícil comprar uma afeição sincera ou extrair alguma emoção do casal. As cenas de amor só me faziam querer virar a página. E eu não acreditei que ela sentia algo mais forte por ele, a não ser desejo reprimido. O desfecho também é chato. Um vilão que entra e sai do nada e um final feliz medíocre. Realmente não fluiu pra mim. :/

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