Corações laçados

Que longo caminho atravessamos para chegar até aqui.

Sinopse:

[Irmãos Kirk 1/3] Como um perfeito caubói, o rancheiro Mallory Kirk sabe muito bem o que é trabalho árduo. Mas sua nova vaqueira vai conseguir suportar a pressão? Ele tem dúvidas sobre a capacidade física dela, ainda que a delicada jovem demonstre muita disposição. Conforme surgem problemas no presente, vêm à tona manchas do passado, e as esperanças de um futuro melhor se tornam distantes. Mas o desejo, cada vez mais forte, faz com que Mallory note um brilho diferente em Morie. Será que um caubói durão como ele estaria preparado para o amor?


O que eu achei:

Quando tudo o que eu quero é ler algo fofo, eu corro para Diana Palmer, hehe. Desde que a conheci, virei leitora de carteirinha dos romances cor-de-rosa. Claro que tem alguns livros dela que são pirados, problemáticos ou superficiais, mas este aqui é perfeitinho. Depois de reler meus livros de Homens do Texas e falar deles aqui, parti para Homens de Wyoming, segura peão! Corações laçados é uma delicinha de acompanhar. Ah, confesso que comecei achando meio bobo o lance da Morie/Morena querer trabalhar como vaqueira no rancho dos Kirk, pegando no pesado e até se colocando em risco, porque estava cansada da proteção e cuidado dos pais, ''pobre menina rica'', eu pensei. Mas não encrenquei por muito tempo, entendi que ela queria se virar sozinha e que adorava ser vaqueira e ficar ao ar livre com o gado. Ela é uma jovem corajosa, segura de si, pé no chão e nada dondoca (quando poderia ser), então me ganhou, afinal.

Mallory é o nosso herói da vez, o irmão Kirk mais velho, ele tem problemas de autoestima quanto à sua aparência, é um homem trabalhador e justo (isso quando não está sendo ludibriado pela namoradinha caça-dotes) e tem o background clássico dos heróis de DP: durão com uma pitada de arrogância e duas xícaras de teimosia. Claro que ele se apaixona pela misteriosa vaqueira recém-contratada, mas inicialmente ''não é capaz de distinguir pirita de ouro''. Acho Mallory e Morena um casal terno e singelo, eu torci muito por eles, como se os conhecesse na vida real, rs. Amo o primeiro beijo deles (acelerou meu coração), amo o momento em que Mallory descobre que Morie é rica riquíssima, amo o fato dele pedir perdão de cara e não ficar de orgulho besta a partir daí, amo que Morie vai ao resgate do seu amado e amo quão meigo eles soam. O final feliz é adoravelmente clichê, como sentar pra assistir uma boa novela mexicana dessas antiguinhas, como não se fazem mais hoje em dia. Aiii, eu amo romance de fazenda, beijos no celeiro, cheiro de cavalo, de natureza, as inocentes noivas virginais de DP, a velha vilã que quer roubar o galã da mocinha, haha. Agora PRECISO ler a história a história dos pais de Morena (Para amar e cuidar), e dos outros irmãos Kirk. É um círculo vicioso, hehe.

Morie amava trabalhar ao ar livre, distante da cidade, do tráfego e da vida regrada. Ali, o relógio era o sol. Levantavam-se com o nascente e dormiam com o poente. Aprendiam a identificar as aves por seus cantos, a perceber os sutis sinais do clima... faziam parte da terra.

Postar um comentário

0 Comentários