★★★
Para amar e cuidar
Sinopse:
Shelby Kane não estava disposta a deixar o irmão mandão do amigo expulsá-la do rancho de sua família de novo! Kingston Brannt mantinha um estreito controle sobre seus desejos tempestivos, mas deixou bem claro que se ressentia da sua doce presença o distraindo — e da paixão ardente que ela despertava nele. Embora o rude, bonito e impossivelmente teimoso cowboy lutasse contra essa abrasadora atração a todo o momento, de alguma forma, seu modo insensível e temperamento explosivo o tornaram ainda mais irresistível para a deslumbrada Shelby. Agora, o insensível solteirão do Texas estava prestes a aprender, com a mulher que há muito ele desprezou, uma grande e poderosa lição no amor!
O que eu achei:
King e Shelby são os pais de Morena Brannt (ohhh) mocinha de Corações laçados. Por isso quis ler a história desse casal, já tendo em vista que foi publicada em 79, e sabendo o que encontraria: uma heroína dócil, ingênua, que não se impõe, um herói grosseirão, fumante, machista. Aquele velho charme oitentista. Nossa história se desenrola quando Danny (irmão de King e amigo de Shelby), tenta bancar o cupido convidando Shelby para passar as férias no rancho da sua família. King se sente atraído por Shelby, mas a destrata porque... (pasmem) a mãe dela é uma atriz namoradeira! Dá pra ser mais idiota? Sim, claro. Leia e confirme, kk. O cara implica com a profissão da mocinha (modelo), com a vida pessoal da mãe dela, com sua relação com o Danny, tira um monte de conclusões precipitadas sem nem conhecer a jovem direito e tem um nome que combina perfeitamente com sua personalidade, já que ele se sente um rei.
King é um machão babaca de respeito (merece figurar no top 10 dos heróis + grosseiros e de peito peludo), ele é tão orgulhoso que não sabe lidar com as merdas que faz, penso que se sentia fraco diante dos seus sentimentos por Shelby, o que o fazia oscilar entre agir com doçura e estupidez. Mas ô química boa, os dois simplesmente combinam (principalmente depois de tê-los visto em Corações laçados, casados há anos, mais maduros). O homem parece ter aquela pegada, ai, ai... e quando não está sendo um imbecil, consegue ser atencioso, sexy, protetor. Não vou mentir, teve momentos em que eu desejei (e muito) vê-lo rastejar, perder a pose leonina, sofrer um pouco, levar um gelo... mas vocês sabem como são as heroínas de Diana Palmer: magnânimas, kk. Shelby é um docinho de camafeu, delicada e bondosa, então não importa o quanto o herói apronte, ele vai ser facilmente desculpado. Mesmo assim gostei do casal, só queria muito ter visto a primeira vez deles e o casamento do King e sua doce Queen... só me restou imaginar.
[Corações laçados]Shelby contava que King a tratara como uma princesa desde o dia em que se casaram, para compensá-la pelo modo grosseiro e pelas palavras ásperas com que se dirigira a ela. King mudara tanto que, às vezes, Shelby se questionava se aquele era o mesmo homem que conhecera a princípio, dissera ela à filha.– Não consigo imaginar papai sendo rude com você – dissera Morie, rindo. – Ele lhe dá flores e chocolates o tempo todo, sempre lhe traz um presente quando se ausenta da cidade e a sobrecarrega com as mais belas joias, leva-a para fazer compras em Paris...– Sim, é o marido mais maravilhoso que uma mulher poderia desejar. Mas você não o conheceu antes. Foi um namoro muito difícil. – Deixara escapar um suspiro, sorrindo com alguma lembrança secreta. – Eu estava desfilando uma coleção country em Nova York, durante a Semana da Moda, e ele saiu da plateia, ergueu-me nos braços e me carregou para fora do local do desfile. Eu esperneava e protestava, mas ele não titubeou.Morie explodira em uma risada.– Posso imaginar papai fazendo uma coisa dessas – comentara.Shelby suspirara, com olhar sonhador.– Tomamos café e tivemos um desentendimento. Seu pai me levou de volta ao meu apartamento, decidido a dizer adeus para sempre.– E o que aconteceu? – perguntara Morie, fascinada com o fato de os pais um dia terem sido iguais a ela.– Pedi a ele para me dar um beijo de despedida – revelara Shelby, corando. – Ficamos noivos no carro e nos casamos três longos dias depois. Nunca se conhece de fato uma pessoa antes de se viver com ela – acrescentara em tom de voz gentil. – Seu pai sempre me pareceu o homem mais difícil, irritadiço e indomável da face da Terra. Mas quando estávamos a sós...Observando os pais, Morie percebera que o amor que tinham um pelo outro apenas se intensificara ao longo dos anos em que estiveram casados. Ainda agiam como um casal em lua de mel, sempre perdidos um no outro, alheios a tudo que os cercava.
Sorvete + romance. Eu poderia viver disso, hehe.


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