Rivais a bordo

Sinopse:

Entre frequentar aulas noturnas para seu MBA e seu emprego exigente numa empresa de cruzeiros, a gerente de marketing Henley Evans mal tem tempo para si mesma, quanto mais para família, amigos ou, pior ainda, namorar. Entretanto, quando ela entra na lista de candidatos para a promoção de seus sonhos, todos os seus sacrifícios parecem enfim valer a pena. O único problema é que Graeme Crawford-Collins, o gerente remoto de redes sociais – e também a pedra no sapato de Henley – também está na disputa pela promoção. Embora eles nunca tenham se encontrado pessoalmente, suas batalhas épicas por e-mail são lendárias no escritório. Para esboçar a proposta que decidirá o vencedor da disputa, ambos precisarão embarcar em um cruzeiro rumo às Ilhas Galápagos... juntos. À medida que eles se sentem cada vez mais atraídos um pelo outro e a linha entre desprezar e gostar se torna mais e mais tênue, Henley passa a questionar suas escolhas de vida. Afinal, qual é o sentido de trabalhar o tempo todo se você nunca vive de fato?


 O que eu achei:

Abandonado, aquele livro que quanto mais você lê, menos gosta. Putz, e que ranço da heroína. Da próxima vez que eu quiser ler algo tão fofo e divertido quanto O Jogo do amor/ódio (Sally Thorne) eu me darei uma deliciosa releitura. Gostei da premissa, da pauta sobre meio ambiente e ecoturismo, do cenário do cruzeiro e das ilhas Galápagos, e dentre os ''personagens'', meus favoritos foram as iguanas e o gato Miojo, hehe.

Agora tudo o que não funcionou pra mim: protagonista imatura e egocêntrica que arma uma guerra por causa de (pasmem) uma promoção de trabalho. Henley Rose se comporta como se tudo girasse em torno dela, se a promoção não fluir, é culpa do patriarcado, da sabotagem, da implicância do chefe, nunca pelo simples fato do outro candidato à vaga ser mais qualificado. Larguei o livro na metade e nem tive vontade de dar uma espiadinha no final, então sinceramente nem sei se Henley foi promovida. Já o Graeme é ok, perfeitinho demais, talvez, mas até onde li, não me irritou. Os personagens secundários servem só pra preenchimento de página, dispensáveis e absurdamente unidimensionais (sobretudo a irmã da protagonista). Resumindo: uma história chata, que tenta ser tudo o que O jogo do amor/ódio é, e falha miseravelmente, trama repetitiva (sério, a quantidade de vezes que esse casal está quase se beijando e alguém interrompe, é surreal), conflitos rasos e cenas que tentam ser engraçadas, tipo a do vômito, mas nunca flui.

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