Romance de fazenda
Amores em Dream Harbor
Essa série se passa numa cidadezinha litorânea chamada Dream Harbor e conta a história de vários casais que ali vivem e se apaixonam em meio a cenários aconchegantes e muitos momentos clichês fofinhos. No primeiro livro (Café, amor e especiarias), Jeanie passa a administrar o café da tia, encantando o reservado fazendeiro Logan. No segundo (Uma livraria com aroma de canela), Hazel, a livreira da cidade, vive um romance de verão com o pescador Noah, que sempre foi apaixonado por ela. No terceiro (Uma fazenda com a magia do Natal), Kira e Bennett encaram um clima de inverno, uma fazenda precisando de reparos e a flechada do cupido. No quarto (Morangos, panquecas e romance), Archer, um pai solteiro em dificuldades, precisará da ajuda de Iris, por quem se apaixonará. Meu favorito dessa série é o primeiro livro, me amarro num fazendeiro, hehe:).
1. Café, amor e especiarias - história de Jeanie e Logan ✩✩✩
2. Uma livraria com aroma de canela - história de Hazel e Noah ✩✩✩
3. Uma fazenda com a magia do Natal - história de Kira e Bennett ✩
4. Morangos, panquecas e romance - história de Iris e Archer ✩
✩✩✩ Café, amor e especiarias: Quando a tia de Jeanie se aposenta e lhe deixa de presente o adorável Café Pumpkin Spice, em uma cidadezinha pitoresca no litoral, aquela parece a oportunidade perfeita de dar início a uma nova vida. Depois de sete anos completamente consumida pelo trabalho, ela não tem amigos próximos, não tem namorado, acaba de largar seu emprego desgastante no mercado financeiro e precisa muito relaxar. Então, se mudar para a encantadora Dream Harbor promete ser exatamente o recomeço que tanto queria. Poucos dias depois de chegar ali, ela conhece Logan, um fazendeiro local que evita a todo custo as fofocas da cidade. Ele já teve o coração partido na frente de todos os habitantes do lugar, então se apaixonar com certeza não está em seus planos. O único problema é que a chegada da nova dona do café, com seu jeito sempre tão animado, dá uma baita sacudida em seu cotidiano, e ele se vê cada vez mais atraído por ela. Entre reuniões de moradores, discussões de vizinhos, um negócio para gerenciar e algumas confusões estranhas que permeiam seu estabelecimento, Jeanie vai se adaptando à nova rotina — com Logan sempre logo ali quando ela precisa. Mas será que a atitude alegre de Jeanie conquistará aquele homem tão rabugento e sexy? Ou teria essa garota da cidade grande encontrado a única pessoa da região imune a seu charme?
Uma loucura deliciosa com cheirinho de torta de maçã.
O que eu achei: Fofinho, bobo, aconchegante, outonal, com vibe de filme da Hallmark + um toque picante. Esses livros viviam me chamando, resolvi dar uma chance. Nesse primeiro livro acompanhamos Jeanie, que herda um charmoso café numa cidadezinha chamada Dream Harbor. Ela faz novas amizades, se apaixona pelo fazendeiro Logan e lida com situações misteriosas em seu estabelecimento. Seria um fantasma? Um vizinho encrenqueiro? Põe uma câmera, mulher! Simples! Café, amor e especiarias foi aquele tipo de livro que me fez pegar no sono algumas vezes, hehe, mas também foi o melhor dessa série (até onde li). É bem verdade que achei o casal Jeanie e Logan bonitinhos, porém sem sal, faltou tempero, emoção, profundidade, mais interações entre eles. Mas não é um livro chato, a atmosfera me ganha pois gosto muito de romances com esse clima de cidade pequena. Acho que se trata apenas de parar um pouco, dar um tempo da correria, e se aconchegar com um livrinho despretensioso, fácil de ler, um desses pequenos e simples prazeres da vida.
Sua risada é meu som favorito.
✩✩✩ Uma livraria com aroma de canela: Hazel Kelly, a gerente da livraria da pequena Dream Harbor, está prestes a completar trinta anos, mas não se sente muito animada com a perspectiva. Caseira e leitora voraz, ela sempre preferiu um bom livro a uma balada, mas a ideia de chegar aos trinta sem ter feito nenhuma loucura parece entediante demais, e Hazel sente que está na hora de dar uma chacoalhada em sua vida. Um dia, Hazel vê um livro torto em uma das prateleiras da livraria e repara que o volume está com uma página dobrada e uma frase destacada. A princípio, ela acha que é apenas um livro danificado, até encontrar mais frases em destaque entre as páginas de outros exemplares e começar a desconfiar de que talvez aqueles trechos sejam mensagens destinadas a ela. Curiosa para descobrir quem tem feito aquilo, a livreira decide seguir a trilha de pistas e quem sabe dar o gás que tanto queria em sua vida... ela só precisa de alguém para ajudá-la. Noah, um pescador sexy e extrovertido, está sempre pronto para uma aventura. Então, quando a linda livreira por quem ele está apaixonado há meses pede sua ajuda para desvendar um mistério, é óbvio que ele topa. Assim, Hazel e Noah se lançam em um verão de novas experiências ― algumas delas bem picantes ―, e, à medida que ficam mais próximos, a química entre eles se torna inegável. Mas será que os dois estão prontos para viver algo mais profundo do que isso?
E se um verão não fosse o bastante?
O que eu achei: Aquela velha história de opostos que se atraem - a livreira e o pescador -, romance leve de cidade pequena, sem muita profundidade, mistério bobinho, seguindo a mesma vibe do anterior. Agora acompanhamos Hazel e Noah, que começam a passar mais tempo juntos brincando de caça ao tesouro enquanto se divertem com uma amizade colorida. Ele é apaixonado por ela, mas nunca confessou, então ela se apaixona por ele também, e tudo se acerta. Pra mim Hazel e Noah passam longe de ser um casal memorável vivendo uma grande história de amor, faltou aquela química gostosa, mais desenvolvimento, mais profundidade, conflitos a serem superados. Em determinado ponto as coisas esquentam bastante entre o casal (hots), o que deu uma avivada na leitura, mas sei lá, que casal bleh. Dois adultos que não conseguem conversar sobre seus sentimentos e ficam enrolando em torno disso pra render umas páginas a mais. De modo geral gostei mais do Noah, cara gente boa, gentil, porém no mucho da Hazel, personagem cansativa, sem graça, não chegava a me irritar, mas me dava muito sono. O pessoal do clube do livro força a barra pra ser engraçadinho, mas não cola muito pra mim. Eu suspeitava que o pai da Hazel era o autor das pistas, ou então a Jeanie, rs. E sigo achando que todo o mistério dos livros 1 e 2 poderiam ser facilmente resolvidos com câmeras de segurança, mas os personagens sempre ignoram que esses equipamentos existem e podem ser usados em estabelecimentos comerciais. Mas aí não teríamos história, né?
Enfim, acho que um ponto muito positivo desses livros é a atmosfera agradável, a leveza da trama, esse daqui se passa no verão, e não no outono, mas tem um clima tão gostosinho quanto. Aquele livro que cativa não por ter um casal memorável ou uma trama excepcional, mas por ser bacaninha, relax, como assistir uma comédia romântica bobinha comendo pipoca e tomando um refri bem gelado numa noite quente, sem preocupações, só o prazer de relaxar. Mas gostei mais do primeiro volume :).
É claro que amo você. E amo há tanto tempo, Hazel, que nem sei quando começou. Estava disposto a ler todos os livros daquela livraria só pra passar mais tempo com você.
✩ Uma fazenda com a magia do natal: Kira North odeia o clima das festas de fim de ano. O que é um problema, considerando que, em busca da própria independência, ela acaba de comprar uma antiga fazenda de árvores de Natal. E, por mais que esse seja o último empreendimento que gostaria de reabrir, ela não parece ter muita escolha, visto que sua nova casa está caindo aos pedaços e as contas não param de chegar. Já para Bennett Ellis, Dream Harbor é um ótimo destino de férias: o lugar ideal para fugir um pouco da Califórnia e passar algumas semanas com a irmã, Jeanie. E, o mais importante, para dar um tempo nos encontros desastrosos que ele vem tendo nos últimos meses. Por isso, quando Ben esbarra sem querer com Kira, ele não tem a menor intenção de se envolver com ela ― mas a fazenda daquela mulher ranzinza com certeza já viu dias melhores, e ele simplesmente não consegue conter seu instinto de ajudar. Embora a teimosia de Kira e o jeito bonzinho demais de Ben entrem em conflito de início, o destino se encarrega de fazer os dois passarem cada vez mais tempo juntos. Assim, aos poucos, ela percebe que mostrar seu lado vulnerável para um homem gentil ― e sexy ― como aquele pode não ser nada mau. E sob a promessa de um chocolate quente reconfortante e a luz suave dos pisca-piscas, talvez, apenas talvez, esses opostos tenham um Natal inesquecível...
O que eu achei: Sem sentido e fraquinho. Vejamos, a história gira em torno de Kira, quando sua irmã gêmea vai viver em outro país, ela surta e compra uma fazenda em Dream Harbor. Do nada. Uma mulher que detesta o natal compra uma fazenda de árvores de natal. Isso faz sentido para você? Também não há um motivo ou trauma que justifique sua raiva do natal, ela só é uma criatura muita chatinha e infeliz. Ela não sabe nada sobre administrar uma fazenda, e mesmo precisando de outras pessoas, rejeita ajuda por acreditar que deve ser autossuficiente. Então temos o Bennett (irmão da Jeanie, do livro 1), que também não faz sentido, o cara vê a Kira uma única vez, se encanta pela "flor de pessoa" que ela é, e decide ajudá-la a todo custo (mesmo ela sendo grosseira com ele sem motivo nenhum), fica no pé, sempre correndo atrás, tentando ajudar, bonzinho demais, passa do ponto no papel do bom moço que faz de tudo pela Kira, enquanto ela não faz nada por ele.
Eu não gostei desse livro, não senti a magia natalina, não consegui gostar do casal e muito menos me conectar com a Kira, achei a heroína muito imatura, totalmente dependente da irmã, e desagradável, ela estraga a história, é isso. Kira nem combina com a vibe da cidadezinha, af. Claro que no final, os personagens amadurecem, aprendem com os erros, e final feliz, mas eu não consegui me importar ou gostar deles juntos. E bem, esse é um romance natalino onde falta romantismo e sobra sexo. Já adianto que li muita coisa por alto, porque sinceramente não curti, e o mistério (o lance das joias) é chato também, kk. Mas o pior ainda estava por vir...
✩ Morangos, panquecas e romance: Iris Fraser anda meio perdida na vida. Cansada de não engatar em nenhum emprego ― e há tempos sem se relacionar com ninguém ―, ela acha que está na hora de se dedicar com mais afinco à sua vocação, que ela também precisa descobrir qual é. Desde que a mãe se mudou para a Flórida com o namorado da vez, Iris tem se virado sozinha, só que agora ela está prestes a ser despejada e precisa operar outro milagre para arranjar dinheiro. É então que Gladys, a dona da lanchonete mais amada da cidade, lhe conta que o novo cozinheiro que ela contratou está à procura de uma babá que aceite se mudar para a casa dele. Ela teria um teto de graça e ainda seria paga por isso? Essa proposta realmente tinha caído do céu. O único detalhe é que Iris não é muito chegada a crianças ― e nunca cuidou de uma. Mas não é como se ela estivesse cheia de opções. Archer Baer acaba de descobrir que é pai e está na cidade para regularizar a guarda da filha, Olive, de cinco anos. Chef de cozinha mundialmente famoso, ele não vê a hora de voltar para a sua vida em Paris. No entanto, sua prioridade no momento é cuidar da menina, e é por isso que aceita contratar a mulher que deu um banho de smoothie nele enquanto entrava no café outro dia. À medida que se adaptam à nova rotina, Iris e Archer percebem que podem ter mais em comum do que imaginavam e vão ficando cada vez mais íntimos. Eles precisam manter uma relação profissional, mas para Iris é uma tortura ficar vendo seu patrão gato cozinhando de regata, e Archer não sabe mais como esconder seu interesse por ela. Em meio a noites regadas a panquecas e conversas profundas, até quando eles vão conseguir resistir a esses sentimentos?
O que eu achei: Sinceramente, não tenho muito o que dizer sobre este livro, já que o abandonei, sorry, fiquei sem paciência com a Iris, com o Archer, com o 'romance' deles. Casal raso, sem química, sem emoção, sem um bom desenvolvimento, só tensão sexual, só palavras num papel, não curti. Sim, é possível que eu tenha ficado saturada de Dream Harbor após as leituras consecutivas, mas esse casal me incomoda tanto que até comecei a gostar um pouco mais de Kira e Bennett, kk. Iris é um desastre completo, sem noção, que personagem mal desenvolvida, e Archer me dá preguiça! Dei uma espiada nos capítulos finais, e também não gostei de como as coisas terminaram, o plot do bebê, de novo nenhum planejamento familiar... e mais, Archer desiste do seu sonho de voltar a Paris, de ganhar uma estrela Michelin, porque de repente ele não quer mais o prêmio, afinal "o mais importante é a família" (revirando os olhos). Por que ele não poderia conciliar sua família e seus sonhos profissionais? Af, que deprê. O pior da série pra mim, por tudo isso.

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