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Lance livre
Às vezes você me olha assim. Eu te daria qualquer coisa que você quisesse quando você me olha desse jeito.
Sinopse:
Oito anos depois da formatura, Annie Radford não está nada satisfeita em voltar para reassumir seu cargo no time de basquete da faculdade, o Ardwyn Tigers. Pelo menos ela ama basquete. O problema é que um de seus colegas da época, Ben Callahan, continua na equipe – e ele chega a ser irritante de tão bacana e tão lindo que é. No passado a história entre eles não terminou bem, e agora ele não vai facilitar as coisas, porque até hoje não superou o fato de Annie ter ido embora, abandonando o time no último ano da faculdade. E conforme a temporada vai ficando mais e mais acirrada, o clima também começa a esquentar entre os dois. Sem dúvida eles poderiam ter algo especial, mas esse romance só pode dar certo se Annie aprender a confiar em Ben e contar a ele por que precisou se afastar do time anos antes. Engraçado, sensual e cheio de romantismo, Lance livre traz um enredo de rivais que se apaixonam – e também trata de temas sérios, falando da pressão que se coloca sobre os atletas universitários, do machismo no mundo dos esportes e do que costuma acontecer quando comunidades inteiras idolatram homens poderosos.
O que eu achei:
Que capa lindinha, pena que a história é tão chata, sério, foi difícil finalizar. Acho que esses romances relacionados ao mundo dos esportes nãos me ganham mesmo, essa semana abandonei outro livro com essa vibe (Jogando pra vencer, com o hóquei em destaque), que nem consegui ler 1/3 da história. Daí me forcei a terminar esse daqui, desafio pessoal, tentei gostar, embarcar, me conectar e... nada.
"Ben, o príncipe da Disney, e eu, a protagonista de um clipe musical dirigido por um adolescente superdramático." Annie — nossa heroína nada carismática — volta a trabalhar em sua antiga universidade, produzindo vídeos sobre o time de basquete. Ela reencontra Ben, ex-colega bonitinho, que a princípio não gosta de revê-la no cargo, já que ela abandonou o time abruptamente no passado, sem dar explicações. O que o Ben não sabe é que Annie sofria assédio sexual do ex-treinador na época, esse é o conflito principal da trama e do casal, além das inseguranças da protagonista. Putz, e como me irrita o tanto de tempo que leva pra Annie contar o que aconteceu. Eu até gosto do Ben, ele é um cara leal, gentil, mas Annie e Ben não deram liga, casal morno que não a) se comunica, b) enfrenta assuntos importantes com maturidade e c) supera as dificuldades juntinhos. Teria sido legal se, ao invés de toda a enrolação em torno do assunto, ela tivesse contado para o Ben sobre o treinador nas milhares de oportunidades que teve enquanto namoravam, então eles poderiam buscar provas contra o cara pra afastá-lo de uma vez por todas do cargo.
Mas o ''clímax'' acontece já perto do fim, quando Ben finalmente descobre a respeito do treinador, o qual considerava um amigo, quase um pai. A questão é que tudo na trama é morno, sem emoção, até esses momentos que deveriam ter algum impacto passam em branco, sem falar do ritmo absurdamente lento. Após a descoberta, Ben dá uma sumida da história, rompe relações com o assediador e no final o casal se acerta. O reencontro e a declaração de amor mais broxantes que li nos últimos tempos. Uma vez inventei de fazer um bolo e esqueci de colocar açúcar, só tinha gosto de trigo, rs. Lance livre é tipo assim, romance sem açúcar, sem momentos fofos, emocionantes ou memoráveis entre o casal. É mais sobre basquete, o time de basquete (com um montão de personagens irrelevantes que nem lembro o nome) e produção de vídeos sobre basquete.
Outro problema é que a maior parte do livro se passa na cabeça da Annie, o que é dureza de acompanhar — já que ela é chata, entediante, melodramática. Imagine ouvir uma pessoa chata analisar mentalmente cada coisa ao seu redor, sem calar a boca. Alguns pensamentos são confusos e do nada ela começa a pensar numa situação do passado como se fosse no presente. Sinceramente detestei o jeito como esse livro foi escrito e o montão de informações sobre basquete e descrições excessivas de cenários, muitos detalhes chatos, banais, irrelevantes, aleatórios, tipo a série de tv do Ben, minha nossa, que chatice, isso quando podia estar lendo um romance delicinha com um lobisomem gostosão, haha.
Elétrons se movem, átomos se modificam. Novas moléculas se formam no encalço de sua boca, da ponta de seus dedos. Não é mais minha antiga pele e talvez nunca mais seja. Não depois de ser tratada com tanta reverência. Ben Callahan cuida dos seus. Sei disso faz tempo. E, pela primeira vez, começo a perceber que talvez eu seja um deles.

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