★★★★
Desconcerto
Tive que descobrir o amor, antes de poder senti-lo ou expressá-lo. Aprendi que é generoso, põe as necessidades e os sentimentos da outra pessoa antes dos seus. (...) Gibran disse que o amor não pode ser dirigido, que se te encontra digno dele, dirige seu caminho. Você se escandalizaria ao saber que já faz algum tempo que o amor dirige meu caminho, Maureen?
Sinopse:
Em busca de um traidor em sua empresa, o CEO Joseph MacFaber se apresenta como Jake Edwards, um simples mecânico de aviões, com o intuito de investigar funcionários suspeitos. Ao conhecer o enigmático mecânico, Maureen Harris tenta desempenhar um papel muito diferente do que seu trabalho de secretária obrigava. Ela queria descobrir se o novo funcionário estava envolvido na sabotagem da companhia na qual trabalhavam. Precisava aproximar-se dele... mas Maureen sempre foi muito tímida com os homens. Jake, por sua vez, nunca teve tempo para as mulheres; todas as que conhecera tinham tentado usá-lo. Mas ela era diferente, Maureen era cálida, amável, inocente... Seria ela aquela que conquistaria seu coração para sempre?
O que eu achei:
Quando nada parece funcionar eu corro pra Diana Palmer, hehe. Sinto um inexplicável aconchego com esses livros antiguinhos, do tempo do ronca. Mas há que se ter em mente que este é um romance escrito na década de 80, isso realmente não me incomoda, pois leio no "modo romance de época" entendendo que era outra dinâmica social e as mulheres e os homens tinham outro modo de pensar e agir. Sou uma grande fã dos romances de Diana Palmer, apaixonada por vários heróis de peito peludo e suas donzelas românticas e à moda antiga, onde a "virtude" (como diria minha avó) era algo muito especial, e a educação mais rígida, sobretudo para as mulheres. Então, antes de ler DiPalmer, saiba que vai encontrar um pensamento mais machista nos caras e uma postura mais pudica e até religiosa nas protagonistas, o que pra mim soa coerente com a época em que a história se passa e foi escrita.
Dito isso, aqui temos [mais] uma deliciosa história de secretária que se apaixona pelo chefe da companhia, com o diferencial de que ela pensa que ele é um mecânico de aviação (é que ele está disfarçado a fim de apurar uma suposta fraude). A história é singela e envolvente, tem reviravoltas interessantes de acompanhar e eu gostei muito do casal. Jake/Joseph é um milionário fechado pro amor que não quer se amarrar, aquele macho alfa arrogante que a gente já conhece, mas que aos poucos vai se encantando pela doce secretária. Claro que sendo um romance de DiPalmer, o herói me deixa louca da vida nos momentos de babaquice, mas no fim ele se mostra totalmente rendido ao amor, decidido a priorizar a mulher e o filho ao invés dos negócios. Gosto muito do ritmo da história, dos sentimentos que vão crescendo de maneira lenta, do Jake ir mostrando sua faceta amorosa pouco a pouco.
Já Maureen é uma simpatia, uma mulher carinhosa, com jogo de cintura e um pouco insegura com sua aparência (sobretudo depois que descobre a verdadeira identidade do amado), daí acho que ficou faltando um momento em que o Jake diria algo como "você é a mulher mais lindo mundo para mim", ela precisava ouvir isso, embora ele tenha dito "você é uma preciosidade, é o que há dentro de você que a faz formosa, tem um coração do tamanho do Kansas, e eu não trocaria você nem por Helena de Troia", o que já me deixou feliz. Que bonitinha a cena quando ele chega de uma reunião e bate à sua porta querendo colo: "nunca tinha tido alguém que me esperasse ao voltar para casa, isto é maravilhoso, Maureen". Por fim eles ficam noivos, passam por uns desentendimentos no início do casamento, precisam lidar com a diferença de estilo de vida, afinal ele é rico e acostumado ao luxo, e ela uma mulher de gostos simples, como plantar e cozinhar, e tudo se encaminha para um doce final feliz, como deve ser. Muito fofinho! Ouvindo hoje amor sublime (Catedral). ♡
— E agora, não quero ninguém mais além de você — suspirou — O que você fazcomigo na cama é quase sagrado. Faz-me desejar ter uma família e uma casa...

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