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A noiva do inverno
Sinopse:
Todos os sonhos poderiam ser realizados... Durante dois anos, Angela mantivera em segredo o resultado de sua noite de paixão com Leo Demétrios. Mas, agora, seria impossível não contar a verdade: afinal, em breve estaria frente a frente com o homem a quem tanto amava... e não podia negar a ele o direito de conhecer o filho! Leo tinha certeza de que Angie escondia alguma coisa. Se não, por que relutara tanto em encontrá-lo? Ele sabia que teria uma árdua batalha pela frente. Porém, não desistiria... mesmo porque, seu coração insistia em bater descompassado toda vez que a via.
O que eu achei:
Aquele clichê do bebê secreto com um montão de mal-entendidos chatinhos. Vejamos: Angela é filha do mordomo e cresceu obcecada por Leo, um dos herdeiros da mansão onde seu pai trabalha, Leo nunca ligou muito pra Angela, porém quando ele perdeu a esposa e o filho num acidente, ela viu uma oportunidade de se aproximar e "consolar" o rapaz. Leo não foi indiferente, eles fizeram sexo e logo em seguida ele se arrependeu. Resultado: gravidez (nada acidental, digamos). Daí pouco tempo depois ela foi expulsa da mansão por causa de uns roubos e todos concluíram que o bebê era do Drew (primo do Leo) com quem ela andava por todas as partes.
No presente Angela trabalha de babá e doméstica numa casa de ricaços que a tratam como a gata borralheira e mal lhe pagam um salário, até o Leo reaparecer em sua vida e forçá-la a voltar à mansão com o filho à tiracolo para encarar o passado. Ele presume que ela seja ladra, promíscua e oportunista, afinal ela confessou que havia roubado (para proteger a madrasta), ela disse que estava interessada no dinheiro de Leo (pra não assumir que o amava), e ela nunca desmentiu que havia dormido com o Drew (que inventou essa história para provocar o Leo). E mesmo assim, o Leo a deseja com loucura, deixando vir à tona seu lado agressivo e obcecado em vários momentos. Ele não se importa em ter uma suposta ladra desavergonhada em sua cama, ele só quer, e o que ele quer, ele tem. Pense num "amor" lascivo e incoerente, nada, nada romântico.
Na maior parte da história, Angie também não se defende de nada nem defende o filho, ela não vai embora de um lugar onde é humilhada e acusada constantemente, ela só [meio que] gosta de ser pisoteada e servir de capacho, é uma possibilidade, afinal há quem prefira se fazer de vítima a assumir as rédeas da própria vida. Deve ser o caso. E convenhamos, Angie armou sim pra engravidar do Leo, depois escondeu a criança dele, negando-lhe o direito de ser pai, e isso é uma dupla canalhice. Não senti nenhuma simpatia por ela. Também fica claro que ela tinha vergonha do pai, por ser um mordomo. Minha nossa, esses protagonistas me irritaram tanto! Patéticos, sem comunicação, sem carinho, esses dois não tinham nem respeito um pelo outro. Perda de tempo, next...

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