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Sempre te amei
— Gostaria que fôssemos um pouco mais jovens, Chris. Perdemos tantos anos.— Não pense dessa maneira. Tudo o que aconteceu serviu que venhamos a fazer nosso relacionamento ainda melhor e nosso amor, mais profundo e maduro.
Sinopse:
[Irmãos Hart, Homens do Texas] "Nenhuma mulher jamais chegará perto o suficiente do meu coração!" Declarou Simon Hart, texano alto, teimoso e coração de ferro. Ele havia jurado nunca mais se envolver em relacionamentos românticos. Mas todo homem tem uma fraqueza, e a dele era a bela socialite Christina Beck. Ele rotulara a viúva extravagante como uma sedutora descarada com uma atitude displicente em relação ao casamento — até descobrir que ela havia guardado todo o seu amor para ele. Contra a sua vontade, Simon ficou enfeitiçado por sua presença gloriosa, cada gesto dela o incendiando como uma carícia doce e convidativa. Mesmo assim, ele sabia que a virtuosa Christina não lhe entregaria suas noites... a menos que ele se tornasse seu amado por toda a vida.
O que eu achei:
Um campeão de releitura, meu xodó, livro de conforto. Sei que já falei de Sempre te amei quando escrevi um post sobre a série dos Irmãos Hart (aqui), mas eu queria um espacinho só pra ele, que é tão nostálgico e querido pra mim. Então cá estava eu relendo meu pequenino tesouro em pleno sábado (meu dia de acordar sem despertador, ler e tomar café da manhã na cama) quando pensei: "eu tenho que falar do meu amor por esse livro!". É bem verdade que amo muitos livros de Diana Palmer, mas esse é um dos meus prediletos.
Sempre te amei traz uma história terna, que fala de um amor não correspondido (aparentemente). Christina era tão apaixonada por Simon, e ele nunca respondeu aos seus sentimentos da maneira como ela desejava. Então a vida aconteceu e se encarregou de separá-los. Ele se casou e ficou viúvo, ela também se casou e ficou viúva. E a história começa nesse pé, com ambos viúvos e mais calejados pela vida. Depois ficamos sabendo que Simon sempre sentiu "alguma coisa" pela Chris, uma atração que ele cuidou de enterrar no peito (pois era casado), de modo que sempre a manteve a certa distância: "vivera na ilusão durante muito tempo, quando a realidade do amor estava perto dele, mas dera-lhe as costas". Então em meio a algumas revelações (vocês sabem que sempre tem algum mal-entendido a ser esclarecido nas histórias de DP, rs) e situações inusitadas envolvendo um camundongo, eles encontram uma segunda chance pra ser feliz, um amor adormecido que insistiu em sobreviver por anos.
Simon segurou-lhe o pulso e colocou a palma de Christina sobre seu peito.— Veja o que faz comigo.Ele aspirou o perfume dela, sua mão escorregou pelos cabelos macios e pela nuca delicada, impedindo-a de se afastar. A respiração se acelerou. Ele esfregava a face na dela como se quisesse sentir a textura de sua pele. Sentindo-a render-se, aproximou e começou a beijar-lhe os cantos da boca.— Não...— É tarde demais, Chris. São anos de atraso.
Eu sou muito suspeita pra falar desse livro, pois já me sinto uma velha amiga de Simon e Christina, isto é, reconheço que a história é antiquada (isso não é novidade), mas quem falaria mal de um amigo? Chris é uma mocinha de natureza amorosa, ela ama o Simon, mas também se ama (maravilhosa), ela é forte e generosa. Já Simon era mais durão, tinha suas cicatrizes físicas e emocionais e passou muito tempo tirando conclusões precipitadas (e totalmente equivocadas) a respeito da Chris, mas eu amo ver todo o seu preconceito cair por terra, amo a maneira como ele se mostra vulnerável em alguns momentos, amo a angústia e o remorso, amo como vão lidando de maneira madura com seus sentimentos conforme se envolvem e os mal-entendidos vão sendo finalmente esclarecidos. Amo que não tem enrolação, na verdade eles parecem ter pressa e saudade de algo que não chegaram a viver, amo que a heroína se guardou pro Simon (ela nunca consumou seu casamento, pois seu falecido marido era homossexual) e que o Simon se manteve celibatário por anos após a viuvez, um esperando o outro (ai... suspiros).
É impressionante como eu sempre torço por eles, sempre me emociono e sinto o peito apertar, eu leria muitos capítulos depois do final feliz, a chegada do bebê tão esperado, o cotidiano a dois e o conforto do amor depois de um dia cansativo... Ouvindo hoje: Eu sei que vou te amar (Tom Jobim) "eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar, em cada despedida eu vou te amar, desesperadamente eu sei que vou te amar (...) eu sei que vou chorar, a cada ausência tua eu vou chorar, mas cada volta tua há de apagar o que esta ausência tua me causou...". ♡


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