★★★★★
Paixão libertadora
Por um instante, Max pareceu confuso, antes de seu olhar repousar nas cicatrizes pálidas que formavam zigue-zagues da parte de baixo do seio direito de Grace até seu quadril. Max inspirou profundamente, seu maxilar se contraindo.
– O que foi isso? – indagou ele, mesmo que seu tom de voz sugerisse que ele já sabia.
– Um pé tamanho 42 e uma faca de cozinha.
Max soltou um grunhido.
– Desgraçado! – Ele bufou e estendeu a mão. – Posso?
Grace piscou em resposta. Os dedos grandes dele roçaram de leve suas cicatrizes, como se ela fosse feita de vidro.
– São feias, né?
Ela tentou sorrir ao dizer aquelas palavras, fechando os olhos com a sensação do toque dele, da sensibilidade que ele provocava em sua pele com as pontas dos dedos.
– Não – respondeu Max com firmeza. – Não são.
– Não precisa mentir. Está tudo bem.
Max suspirou, tirando a mão do corpo dela.
– Logo que meu pai descobriu que tinha câncer, ele fez um monte de cirurgias. Ele tinha cicatrizes por todo o corpo, da cabeça até a barriga. Uma vez perguntei a ele se elas o deixavam envergonhado, se ele as odiava. Ele riu e disse: “Como posso odiá-las? Elas mostram a todo mundo que sobrevivi.”
Ele pressionou a mão na cintura dela, seu calor penetrou fundo nos ossos de Grace. O olhar escuro dele a encarou com severidade.
– Estas cicatrizes mostram a todo mundo que você sobreviveu, Grace. Não tenha vergonha delas.
Sinopse:
Livro 2 - Desejo proibido
Max O’Hare já passou por muitos momentos difíceis na vida. Depois de perder o pai, um grande amor, um filho e ter que se internar numa clínica para se livrar das drogas, ele decide que é hora de trocar Nova York por uma cidade do interior, na tentativa de se reerguer ao lado da família. É lá que ele conhece a deslumbrante Grace Brooks. Amante da arte e da fotografia, ela parece a mulher perfeita. Mas o que Max não sabe é que ela guarda a sete chaves a verdade sobre o próprio passado. Atraídos um pelo outro, mas com medo das consequências que um relacionamento sério pode trazer a suas vidas já complicadas, eles fazem um pacto para que a relação seja apenas sexual, sem sentimentos envolvidos. Até que as coisas começam a mudar entre os dois... Presos a grandes medos e a segredos profundos, Max e Grace precisam aprender a confiar de novo e se entregar um ao outro não apenas de corpo, mas também de alma. Paixão libertadora é uma história sensual e apaixonante sobre segundas chances.
O que achei:
"Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita."(Martin Luther King)
Caramba, que livro bom! Cá estou eu, maravilhosamente surpreendida. Paixão libertadora é um daqueles livros que te deixam com um calorzinho confortável no peito, simples assim. Química entre os protagonistas arrebatadora e ao mesmo tempo delicada, sabem?
O toque dele era fogo e segurança, despertando uma parte adormecida de Grace.
E olha que o Max não era um dos meus favoritos do trio de amigos que protagonizam a série, portanto nem esperava gostar tanto do segundo volume da trilogia, que é focada em sua história de amor e superação. E puxa, que história linda (eu sei, estou sendo repetitiva). O livro começa exatamente de onde o anterior parou, com o Max lutando dia após dia na clínica de reabilitação. Depois que sai de lá, ele continua lidando com os fantasmas do passado e com o medo de uma recaída no mundo das drogas, até que vai morar com os tios e por lá conhece a Grace, uma mulher que também já teve a sua cota de sofrimento na vida.
– Nunca atenda a porta quando o passado vem bater. Ele nunca tem nada de novo para oferecer.
Assim como ele, ela também sofre de crises de pânico e luta para vencer seus próprios traumas. Por baixo do otimismo, a Grace esconde a dor e o medo de já ter sido violentada e agredida inúmeras vezes pelo ex-marido, o que a impede de se aproximar dos homens. De certa forma, o passado difícil acaba os aproximando e fazendo com que se tornem amigos, depois amigos coloridos, depois, vocês sabem, amigos que se amam e que não sabem viver um sem o outro, hehe. O romance é bem construído e eles vão se apaixonando de forma lenta e muito natural, quase sem perceberem que foram flechados pelo cupido. A história é convincente, bem amarrada, sem dramas superficiais e com personagens secundários consistentes e fofos também (elementos que faltaram no primeiro livro da série). Max e Grace são simplesmente lindos e amei ver esse lance de superação e segunda chance para amar de ambos os lados. Os laços de amizade entre Carter, Max e Riley são muito fofos também e não vejo a hora de começar a ler o terceiro volume, que é protagonizado pelo meu favorito dos três, o Riley. A única ressalva que deixo é que a autora usa muitos palavrões no texto, o que acho super desnecessário e até incomodam um pouquinho. Au revoir...
– Você falou que entendia que Lizzie foi meu primeiro amor – murmurou ele. – E você estava certa, ela foi.
Grace assentiu com a cabeça, a expressão solene.
– Eu sei.
Max congelou.
– E minha pergunta é: você aceita ser o último?

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