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Onze leis a cumprir na hora de seduzir
Sinopse:
3º volume da trilogia Os números do amor
Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra. Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton. O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer às regras sociais em nome da paixão. Sarah MacLean combina o encanto da Inglaterra do século XIX com personagens fortes e inesquecíveis para construir Onze leis a cumprir na hora de seduzir, o delicioso romance que conclui a série Os Números do Amor.
O que eu achei:
Perto do que eu esperava da história, foi um grande banho de água fria. Aguardei ansiosa para ler o terceiro volume desde o momento em que li o primeiro da série e só em ler a sinopse eu já lembrei dos inesquecíveis Marcus e Lillian de Era uma vez no outono... Puxa, achei que ia ser tão bom quanto, com o bom e velho clichê de amor e ódio e de opostos que se atraem. Mas pra mim faltou muito. Comecei a leitura empolgada, mas depois, vendo o desenrolar da narrativa e as atitudes deles, fui desgostando do casal e perdendo o interesse na história. A Juliana era imatura, inconsequente, uma rebelde sem causa (aprontando sem ter um porquê e procurando confusão a todo momento) além de ser oferecida e sem um pingo de amor próprio. Me decepcionei com ela, realmente não era o que eu esperava da mocinha impetuosa e forte dos livros anteriores. Que constrangedor vê-la rastejando por um cara que claramente a considerava pouca coisa.
E quanto ao Simon, o duque de linhagem 'irrepreensível', bem, esse era detestável, hipócrita, esnobe e enfadonho. E canalha, claro, dando uns amassos na Juliana estando comprometido, e usando a Penélope como um escudo que supostamente salvaria a reputação de sua família quando descobrissem que sua irmã tinha ficado grávida sendo solteira. Também não curti nem um pouco aquele joguinho tosco e sem noção entre ele e a Juliana. Uma aposta tão sem sentido, sem prêmio definido, sem propósito... Basicamente, a Juliana (meio que inconformada por ter sido esnobada por ele quando se conheceram) desafia o duque logo no começo da história, afirmando que dentro de duas semanas provará que ele não resistirá a ela, pois todos precisam de paixão em suas vidas. Leia-se aqui que "paixão" na cabeça da mocinha é sinônimo de escândalos e imprudências. E daí ela fica num lance de se oferecer a ele, seduzindo-o sempre que pode, o que sinceramente não me agradou e só fez a história perder pontos comigo. Juro que fiquei sem entender a paixão que ela sentia por ele... o cara a despreza assim que descobre sua origem um tanto obscura e pronto, e ela fica obcecada por ele, querendo conquistá-lo a todo custo. Não sei se sou muito fã do tipo de história de amor construída em cima do ditado popular: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Tanto insistiu, que venceu o duque pelo cansaço, kk. Outra coisa nada a ver é que o duque, sempre tão preocupado com a reputação, lá no finalzinho, resolve criar um escândalo de propósito e expor o que sente pela Juliana em público, aff, que necessidade tinha disso? E tem toda uma enrolação (tédio total) até a Juliana finalmente aceitar se casar com ele, pois ela não tinha muito amor próprio, obviamente, e não se considerava digna de ser uma duquesa e blablabla, ou seja, o problema não era o cara ser um canalha pouco confiável, mas um duque... então pra quê queria tanto conquistá-lo?
Enfim, achei eles confusos, com uma química fraca e com uma história chata, sem elementos interessantes. Da trilogia, esse foi o que menos me agradou. Os protagonistas me irritaram, não eram o que eu esperava e a história era sem sentido em muitos aspectos. Pra mim, pouca coisa se salva nesse livro. Fiquei curiosa em ler a série O clube dos canalhas, onde tanto Georgiana (a irmã arruinada do duque) como a Penélope (a ex noiva perfeitinha), protagonizam dois livros... espero que seja uma série melhor.

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