Lágrimas amargas

Sinopse:

Cinco anos após a morte de seu marido, Susan Blackstone apaixona-se perdidamente pelo homem mais arrogante e charmoso que já conhecera: Cord Blackstone. Além de ser a ovelha negra de uma das famílias mais ricas e poderosas do Mississipi, Cord tem um objetivo que pode colocar a vida de Susan em perigo e levar os Blackstone à falência. Ele deseja acabar com os negócios que ela herdou. E para isso, não medirá esforços. A começar pela cobrança do empréstimo vultoso que fez para uma das empresas dela. E depois, destruir Susan e sua família até não sobrar qualquer indício dos Blackstones em toda a cidade do Mississipi. Susan ainda ama Cord com todas as suas forças. Mas será que seu amor será capaz de torná-lo um homem menos amargo?


O que eu achei:

Lágrimas amargas é um desses romances datados (que até lembra alguns de Diana Palmer), mas que sinceramente me prendeu na leitura e atendeu minhas expectativas: um romance leve e rápido pra ler nessa correria de fim de ano. Nossa história começa quando Cord retorna após anos afastado. Sua família lhe virou as costas, e agora ele deseja se vingar e reaver sua parte na empresa da família. Não estava em seus planos se apaixonar pela doce Susan no meio disso tudo, mas foi o que aconteceu. Bem, ainda não sei se gosto do personagem, Cord é um homem intenso, másculo, duro... porém muito rancoroso, o que nos leva a uma trama de vingança com motivação/desfecho fracos. Isto é, o motivo da vingança não tem muita coerência, é desproporcional. Concordo que a tia e o primo falharam com ele, mas não eram vilões, pelo menos eu não os via assim.  

Agora falando da nossa mocinha, juro que pensei estar lendo um romance de época em alguns momentos. Susan é aquele tipo bem clássica: pura, submissa, ingênua e mártir (se você não tem paciência para esse tipo de heroína, é melhor pular pra outro livro), uma mulher que até se humilha em alguns momentos, que se entrega de corpo e alma rápido demais, que ama incondicionalmente, que tem sede de amor e que só falta desmaiar de emoção diante de um gesto de carinho do herói, rs. Eu super consigo ler tendo em mente que a relação do casal não é lá muito saudável, que se trata de um romance oitentista e que a mocinha tem uma baita dependência emocional.

Cord tinha o mesmo efeito nela que o melhor champanhe, quando lhe subia à cabeça. (...) Amara Vance, mas até aquele sentimento lhe parecia morno comparado com o que sentia por Cord. Era como comparar uma chuva de primavera com o trovão e a fúria de uma tempestade eletrizante.

Mas a emoção estava ali, os sentimentos intensos, a faísca, a força de um bom enredo. Se Susan fosse uma mulher mais firme e se Cord fosse um homem mais terno, teria gostado ainda mais. Ouvindo hoje: A estrela que mais brilhar (Sandy & Junior).

Como é difícil ter que ir e te deixar, 
Te abraçar e resistir, dar adeus, me despedir
É impossível te deixar e não sofrer
Sorrir pra não chorar
Pois em todo o meu caminho
O teu amor vai me guiar

É com você que eu vou sempre estar
Dentro do meu coração
Nada vai nos separar, baby
Não há distância pro amor
E se a saudade apertar procure no céu
A estrela que mais brilhar, ela será o meu olhar


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