Parceira

A presença dele tem o efeito de sempre em mim: me sustenta e me finca no chão quando estou prestes a ser levada para longe. Alfa. Intenso e tranquilizador... A risada dela ajusta o spin dos seus átomos.

Sinopse:

[Continuação de Noiva] No novo romance paranormal de Ali Hazelwood, uma jovem precisa enfrentar humanos, licanos e vampiros. Mas o maior desafio será aceitar seu destino como parceira de um lobisomem poderoso e irresistível. Serena Paris é órfã e não tem um bando para chamar de seu. Ela também é a primeira híbrida de humano e licano a vir a público. A jovem se expôs com a intenção de curar uma ruptura de séculos entre as espécies, mas admitir a verdade a transformou em alvo. Quando se vê no centro das maquinações políticas entre licanos, vampiros e humanos, resta a Serena uma única opção: obter a proteção de Koen Alexander. Como alfa do bando do noroeste, Koen exige obediência. Sua autoridade é tão inquestionável que apenas um tolo ameaçaria sua parceira. Não importa que Serena não o deseje; nada vai impedi-lo de mantê-la a salvo. Mas os vampiros e licanos com sede de poder não são os únicos perigos. Uma hora ou outra o passado vai alcançar Serena...


O que eu achei:

Eu adoro um romance com licanos, e Noiva foi tão legal pra mim que obviamente estava doida pra ler a continuação protagonizada por Serena e Koen. E o veredito é: nem de longe tão bom quanto Noiva. Uma leitura bleh, entediante, humor forçado, trama confusa, não me agradou muito, e olha que eu tentei gostar, de verdade (afinal foi um presentinho de natal muito do fofo). Mas esse livro é uma bagunça: trama que ficava indo e voltando no tempo (o que achei irritante), aí tem o passado da Serena, que é um grande mistério, e inicialmente (até umas 150 páginas) ainda me intrigava, mas o ritmo lento prejudicou o meu envolvimento e fui perdendo o interesse gradativamente. Tem o plot da doença terminal: Serena tem uma condição rara e poucos meses de vida. Ops, foi um engano. É super plausível que vários médicos confundam estado terminal com tesão licano (cio), acontece toda quinta-feira, né?

No fim das contas Serena só precisa fazer sexo e ficará bem. Fácil de resolver? Claro que não! Pois o Koen fez um pacto de celibato idiota que mantém o casal num eterno chove e não molha, a desculpa esfarrapada que a autora encontrou pra manter a expectativa do leitor em cima disso. Não funcionou pra mim: 200 páginas até um abraço, 328 páginas até um beijo, e uma primeira experiência sexual pra lá de estranha (sem o Koen poder tocar na parceira por causa do tal pacto). Sério, demora tanto pra acontecer algo entre o casal que quando acontece não tem mais graça, cenas decepcionantes, sem romantismo, sem química, só sexo mecânico, não me dava vontade de ler. E como entender que o Koen era o poderoso alfa do noroeste mas não podia abolir um pacto de celibato antigo? Ao invés disso ele preferiu dizer que Serena (sua parceira destinada) podia passar o cio com outro cara. COMO ASSIM? Aí no final ele conversa com o clã e todos aceitam que ele pode sim transar com a parceira (revirar de olhos). 

Do jeito como foi, nunca senti que Serena e Koen se amavam profundamente, eles tinham uma grande atração, uma necessidade física um do outro (por causa do vínculo de companheiros) como se Serena tivesse uma coceira que só o Koen conseguia coçar e aliviar (e vice-versa). E nem vou falar da seita que se enfiou na história, pois é muito chato tudo o que gira em torno disso, e do fato do Koen só conseguir se comunicar através de palavrões, aparentemente. De ponto positivo tem alguns momentos fofos entre o casal e outros engraçadinhos que eu gostei, mas o melhor foi rever Lowe, Misery e Ana, e ler alguns pensamentos do Koen pincelados no início dos capítulos, já que a história é contada sob o ponto de vista da Serena. Agora vou reler Noiva e matar a saudade do meu casal favorito comendo panetone e tomando café.♡


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