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Sinais do amor
Você não é obrigada a compartilhar sua história com ninguém, mas é um ato de confiança.
Sinopse:
Chloe sempre se sacrificou para agradar os outros, marcada por uma infância difícil e o desejo de retribuir o que recebeu ao ser adotada por uma boa família. Quando descobre que sua mãe biológica, uma mulher com um histórico de vício e negligência, teve outro bebê, Chloe luta para conseguir a guarda da irmã. Porém, sem recursos suficientes, ela precisa participar de um programa social, no qual dois guardiães em potencial dividem um apartamento cedido pelo departamento de proteção à criança até que consigam provar que são capazes de arcar com essa grande responsabilidade. É aí que Warren surge na vida de Chloe. Ele é um aprendiz de mecânico mal-humorado que está determinado a conseguir a custódia de seu irmão surdo de quinze anos. Desde o início, a antipatia entre eles é clara. Chloe e Warren são completamente opostos, mas, forçados a conviver, acabam descobrindo que têm mais em comum do que imaginavam. Ao compartilharem histórias de rejeição e traumas, o que começou como uma situação forçada evolui para um vínculo natural. Enquanto a convivência revela um lado mais fofo de Warren, a química entre eles cresce perigosamente, colocando em risco a estabilidade que tanto lutaram para conquistar. Será que Chloe e Warren arriscarão tudo por um desejo incontrolável? Ou resistirão aos sinais de um amor que pode mudar suas vidas para sempre?
O que eu achei:
"Seus lábios tinham gosto de recomeço. Tinham gosto de destino." Sinais do amor é um desses romances que alegram o dia, ah, que leitura prazerosa... Chloe tem um coração generoso e Warren (que pode parecer meio chato no começo) é o cara mais doce do mundo, com sede de amor e família. Ambos tiveram infâncias difíceis e agora lutam pelos irmãos. Sim, a história desse casal parte daquele clichê de proximidade forçada, quando dois estranhos precisam conviver na mesma casa em prol de um bem maior, e a partir daí se desenrola uma linda (linda mesmo) história de amor, de família e de crescimento pessoal também. Adorei a maturidade desse casal, embora sejam jovens adultos (vinte e poucos anos), eles lidam com relações familiares complexas, conversam sobre os rumos do relacionamento, são honestos, sensatos, e estão simplesmente dando o melhor de si pra cuidarem de seus respectivos irmãos, um adolescente (Luke) e uma recém-nascida (Willow), algo bem desafiador e que fazia eu me importar com eles, gostar verdadeiramente deles.
Adorei a conexão do casal, os momentos calientes me davam palpitações (só faltou a Chloe se vestir de Hera Venenosa e desfilar pro Warren, ele teria ficado louquinho, kk), mas é tão mais do que isso, a conexão mais linda eu via nos pequenos detalhes, nas pequenas gentilezas, na simplicidade da vida doméstica, amei a família que formaram com Luke e Willow, muito antes de perceberem que já eram uma família. Talvez você leia e ache que o casal diz 'eu te amo' cedo demais, mas eu só achei que a história melhorou a partir disso, me derreti toda com o primeiro encontro, com a serenata. Como é bacana vê-los superando as adversidades, eu amo ler histórias assim, emocionantes, bonitas, que me deixam com o coração leve e com um sorriso no rosto ao longo do dia. É tudo o que eu espero num romance. Ouvindo hoje Final feliz (Jorge Vercillo) ''pode me abraçar sem medo, pode encostar tua mão na minha... meu amor, deixa o tempo se arrastar sem fim, meu amor, não há mal nenhum gostar assim, oh, meu bem, acredite no final feliz...'' :)
— A pomba é o símbolo da paz. É isso que você é para mim... paz. (...)— Antes, eu guardava todas as chaves que tive na vida. Oito chaves para oito casas diferentes... mas aí você apareceu e se tornou o único lar em que realmente me senti em casa. E aí eu já não precisava mais dessas chaves. Eu sou sua paz? Bom, você é minha casa.


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