★★★
Vendida ao monstro
Lidaremos com o fato de que nunca mais seremos apenas Elena e Lorenzo. Nós seremos algo novo. Algo que o mundo talvez não esteja pronto para ver. (...) Estou no seu sangue. O corpo se foi. A cinza levou a carne. Mas a mente encontrou um novo abrigo. Você abriu a porta, lembra? Lembrei-me do beijo no telhado, a transferência de energia. A fusão... eu tinha me tornado o relicário de sua alma.
Sinopse:
Ele é o açougueiro de Chicago. Ela foi o pagamento de uma dívida. O que eles criaram juntos pode destruir o mundo. Elena Vitale achou que sua vida tinha acabado quando seu próprio pai a vendeu para pagar uma dívida de jogo. O comprador? Lorenzo Moretti, o Don da máfia mais temido da cidade, conhecido por sua brutalidade e por um segredo terrível que esconde em suas veias. Mas Lorenzo não é apenas um mafioso. Ele é a "Unidade Zero", um experimento biológico falho, um homem que luta contra uma besta interior que exige sangue e violência. Ele não queria uma esposa; ele queria vingança contra a corporação que o criou. O que deveria ser um casamento de conveniência se transforma em uma caçada global quando o sangue de Elena se revela a chave que faltava para a evolução de Lorenzo. Dois inimigos forçados a fugir. Uma atração química impossível de resistir. E um segredo crescendo no ventre de Elena que mudará o destino da humanidade.
O que eu achei:
Uma leitura que me prendeu já nas primeiras páginas, mas admito que o que pensei ser apenas um dark romance com um herói mafioso e a velha história do casamento de conveniência rapidamente escalonou pra um romance sobrenatural com monstros, ficção científica e muitas coisas mirabolantes, tipo o herói que de repente se torna o incrível Hulk capaz até de ressuscitar e fundir sua consciência. A heroína também ganha poderes especiais ao longo da trama e engravida por — sei lá — fusão mental (?), e daí nasce um bebê mutante elétrico, kk.
Como já falei antes, eu curto monster romance, mas aqui faltou desenvolver a parte romântica. Lorenzo e Elena se casam (contra a vontade dela) e na primeira noite juntos a casa é invadida, daí ele leva um tiro no lugar dela e isso a faz perceber que ama seu novo marido. Rápido assim! Senti falta de beijos, momentos de carinho e intimidade entre o casal, a relação deles é tão 'seca' e desprovida de fisicalidade que até o filho é gerado sem qualquer contato íntimo. Sei lá, parecia que em meio a uma trama extremamente frenética, caos mundial, fugas desesperadas, cenário desanimador, conspirações, jogos de poder e apocalipse iminente não havia tempo para o romantismo ou que talvez eles não desejassem esse tipo de relacionamento.
É muita coisa acontecendo, o tempo todo. Tragédias sucessivas, dinâmica repetitiva, inúmeros vilões caricatos. Tipo, perdi a conta de quantas vezes o Silas (vilão principal) se põe a tomar chá ou vinho enquanto espera os mocinhos num de seus esconderijos ultra secretos, que se revelam mais uma armadilha mirabolante (que novidade). Gostei muito do Dante, é um ótimo personagem secundário e também do bebê mutante, Leo. Gostei do final, de como tudo terminou, mas não fiquei com vontade de ler a sequência (cansada do Silas e do universo todo). Esse com certeza foi um dos romances mais doidos que já li. Acho que pode agradar quem curtiu livros como A hospedeira e A química (Stephenie Meyer).

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